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Antes de tomar um empréstimo, você deve avaliar se realmente precisa, de quanto precisa e se vai conseguir pagar

Antes de pegar um empréstimo, você deve se perguntar:

O autofinanciamento é possível?

O autofinanciamento é uma forma de tocar seu negócio sem precisar recorrer a empréstimos. Algumas medidas que você pode tomar para se autofinanciar são:

  • Negociar prazos mais dilatados com fornecedores;
  • Negociar prazos mais curtos com clientes;
  • Reinvestir o lucro do negócio ao invés de retirá-lo;

Por que preciso de financiamento?

– Antes de ir a uma instituição financeira, você deve primeiro calcular quanto sua empresa gasta com investimentos fixos e com capital de giro. Feito isso, você deve analisar o saldo restante para identificar se há necessidade de pegar financiamento. É importante identificar onde será investido o recurso e qual será sua origem.

De quanto preciso?

Você deve definir corretamente qual o montante de recursos que sua empresa efetivamente necessita. É preciso dimensionar o valor do financiamento. Essa medida te ajudará a potencializar o negócio, só contraindo dívidas que você tem condições de pagar.

Para saber quanto dinheiro você necessita, é fundamental saber qual o tipo e o preço das máquinas, dos equipamentos, dos veículos, dos móveis e dos utensílios nos quais vai investir e o dinheiro do financiamento.

É fundamental dimensionar corretamente o capital de giro. Dinheiro parado é prejuízo! Caso você não encontre uma boa razão para usar um empréstimo, fuja dele!

Como pagar o empréstimo?

Você deve estudar bem o seu fluxo de caixa e verificar se sua empresa tem capacidade de pagar a dívida a ser contraída. Você precisa refletir se o financiamento vai te ajudar ampliar seu negócio e aumentar seus lucros, de forma que te permita pagar as parcelas do empréstimo.

Que tipo de financiamento é o mais adequado?

Para começar, você deve procurar seu banco de relacionamento e conhecer as possibilidades de financiamento ou pesquisar no mercado financeiro as ofertas que melhor irão atendê-lo a curto, médio e longo prazo.

É preciso ficar atento na hora de escolher em qual instituição financeira você vai pegar um financiamento, para que essa dívida não impacte negativamente na rotina financeira da sua empresa.

Pesquisar as alternativas de financiamento existentes e quais estão mais próximas das necessidades do seu negócio é fundamental.

Férias!!!

Caros leitores

Neste ano de 2010 queremos agradecer a você, o tempo precioso e ímpar, que você nos dedicou lendo os posts, deixando dúvidas, compartilhando conhecimento e dicas com outros empreendedores aqui no Beco com Saída. Muito obrigado.

Hoje começa uma temporada de férias (11 dias).

Neste período este blog não será atualizado e as perguntas aqui registradas serão devidamente respondidas, aqui no blog, a partir do dia 10/01/2001.

Desejamos que em 2011 aquela oportunidade de negócio que você vem pensando há algum tempo saia do papel e se torne realidade.

A você que já tem uma empresa e que teve um ano difícil, cheio de tomadas de decisões árduas, que em 2011 o processo de gestão na sua empresa e dos seus colaboradores seja mais simples, funcional e eficaz. Aplique as lições aprendidas. Execute aquilo que planejou.

Pra você que o ano de 2010 foi “o” ano em termos de crescimento e lucratividade, desejamos que em 2011 o crescimento continue sendo sustentável para a empresa, pra você, para os seus colaboradores e para a comunidade onde você atua.

A você e a todos que você cuida, ama, respeita desejamos um Natal de muita Paz e um 2011 com bons negócios concretizados, boas idéias implantadas, saúde, amor, sabedoria para falar e calar, e um pouco de dinheiro para tornar a vida um pouco mais confortável.

Abraços

Beco com Saída

Vivianne Vilela & Colaboradores do SEBRAE

Por Larissa Xavier Natário Teixeira

 

O Brasil ocupa a 3ª posição no ranking mundial no consumo de cosméticos segundo a empresa Euromonitor International. A cada ano, o país se aproxima de Estados Unidos e Japão, que são os atuais líderes mundiais. Esse é um mercado crescente que tem se favorecido da cultura da beleza, do envelhecimento da população e do aumento do poder de compra da classe C em nosso país.

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, realizada pelo IBGE, as atividades de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, obtiveram a sexta maior participação na taxa global do varejo. Apresentaram crescimento de 11,6% nos últimos 12 meses. O setor de beleza está entre os dez principais segmentos do varejo, e isso não é apenas mérito das mulheres. Graças ao público masculino, que tem modificado seus hábitos e investido um pouco mais em produtos de beleza, o Brasil ocupa o 2º lugar neste nicho específico.

Linhas de cremes e loções, itens de cuidados pré e pós-barba, perfumes e desodorantes estão fazendo sucesso entre os homens. Mesmo com esse crescimento, já falamos como o mercado da beleza masculina ainda é pouco explorado. A valorização da boa aparência em toda a sociedade brasileira e o aumento da expectativa de vida inspiram maiores cuidados e investimentos para manutenção da jovialidade. O crescimento da demanda por cosméticos e produtos de higiene pessoal estimulou várias empresas a realizar pesquisas de tendências, ampliar seus portfólios, desenvolver campanhas promocionais para atender as novas necessidades do mercado.

Nesse sentido, maiores informações poderão ser encontradas numa publicação fruto da parceria entre o Sebrae, a ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos): Panorama do Setor 2010/11.

Antes mesmo dessa corrida pela aparência, a vaidade já era objeto de negócio de alguns empresários que acreditavam na valorização da pessoa.

Para ilustrar este universo, apresento o exemplo de uma pequena empresa que desde 1995 atua no setor de cosméticos:

“Democratizar a beleza”. Este é o pensamento dos idealizadores da Fator 5. A empresa atua com o moderno conceito de “produtos inspired”, reproduzindo marcas de sucesso mundial a preços acessíveis às classes C, D e E.

O desenvolvimento de perfumes inspirados em fragrâncias famosas e adaptados às características climáticas do Brasil foi a combinação perfeita para que a empresa encontrasse aceitação de seus produtos no mercado.

Atualmente a Fator 5 está presente em todo o território nacional através de uma equipe de 2500 distribuidores e 150 mil revendedores. Com mais de 70 fragrâncias e algumas marcas próprias, também oferece seus produtos pela internet.

Além disso, a empresa apresenta uma oportunidade de negócio para quem se torna revendedor da marca. Na Feira do Empreendedor de São Paulo, era grande a movimentação no espaço da Fator 5 e as novas estratégias de suporte por eles disponibilizadas despertavam o interesse nas pessoas que tinham disposição para empreender ou buscavam um meio de obter novas fontes de renda.

No Brasil existem várias opções de tornar-se revendedor de algum produto. Cabe ao candidato avaliar as diferentes propostas, analisar os riscos envolvidos, os investimentos iniciais inerentes ao negócio e tomar a decisão mais adequada ao seu perfil. O mercado de vendas porta-a-porta está aberto para todos e conquista cada vez mais adeptos.

E você? Que tal fazer parte da equipe de vendas diretas de alguma empresa?

Larissa Xavier Natário Teixeira

Tranee – Sebrae/NA

Por Emerson Dalla Stella

Mesmo com a possibilidade das micro e pequenas empresas que faturam valor igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 ao ano aderirem ao recolhimento unificado dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios conforme a Lei Complementar 123/06 é bastante comum estas empresas realizarem operações com fornecedores e ou clientes que não se enquadram nesta modalidade.

Diante deste fato surge uma questão frequente entre elas que é: como funciona a não-cumulatividade do ICMS?

A não-cumulatividade do ICMS esta prevista na Lei Complementar Federal n.º 87/1996 em seu Art. 19 e atualmente regulamentado no Estado do Paraná pelo Decreto 1980/07 em seu Art.22.

Imposto de característica NÃO-CUMULATIVA significa que o Imposto pago nas entradas (crédito fiscal) será descontado do Imposto cobrado nas saídas (debito fiscal).

Desta forma o Imposto é devido sobre o VALOR AGREGADO em cada fase da cadeia produtiva de um produto.

O exemplo abaixo demonstra a não-cumulatividade do ICMS:

Considerando:

  • a cadeia produtiva de um determinado produto;
  • que o ICMS esta incluso no valor do preço de venda; e
  • a alíquota de 18% de ICMS em todas as operações;

Empresa “A” é uma industria extrativa (explora recursos naturais) e vende o seu produto para a Empresa “B” por R$ 100,00 com ICMS de R$ 18,00;

Empresa “B” é uma industria de transformação e vende o seu produto para a Empresa “C” por R$ 245,00 com ICMS de R$ 44,10;

Empresa “C” é um comercio e vende o seu produto para o Consumidor Final por R$ 500,00 com ICMS de R$ 90,00.

Desta forma:

  • Empresa “A” ao vender para Empresa “B” cobra R$ 18,00 de ICMS e recolhe ao Estado;
  • Empresa “B” ao vender para Empresa “C” cobra R$ 44,10 de ICMS e pela não-cumulatividade desconta os R$ 18,00 pagos de ICMS a Empresa “A” e recolhe ao Estado a diferença de R$ 26,10;
  • Empresa “C” ao vender para o Consumidor Final cobra R$ 90,00 de ICMS e pela não-cumulatividade desconta os R$ 44,10 pagos de ICMS a Empresa “B” e recolhe ao Estado a diferença de R$ 45,90.

Assim o Estado arrecada de ICMS:

  • 18,00    da Empresa “A”
  • 26,10    da Empresa “B”
  • 45,90    da Empresa “C”
  • 90,00    no Total

Quem paga o ICMS de R$ 90,00 é o consumidor final, visto que o ICMS de toda a cadeia produtiva do produto esta incluso no valor final da mercadoria, porém com a não-cumulatividade o Estado estará recebendo uma parcela do ICMS a cada fase da cadeia produtiva do produto.

O Conceito de Valor Agregado é entendido aplicando a alíquota do ICMS da operação (18%) sobre a diferença entre o Preço de Venda e o Preço de Compra para cada empresa:

Empresa           Preço de Venda            Preço de Compra          Valor Agregado             ICMS

“A”                   R$  100,00                       R$    0,00                  R$ 100,00                   R$ 18,00

“B”                   R$ 245,00                        R$ 100,00                  R$ 145,00                   R$ 26,10

“C”                   R$ 500,00                        R$ 245,00                  R$ 255,00                  R$ 45,90

Total                                                                                                      R$ 500,00                   R$ 90,00

Emerson Dalla Stella

Consultor – Sebrae/PR

Por Rosangela Angonese

Jim Collins é professor da Universidade de Stanford, consultor e autor de vários best-sellers na área de negócios, tais como “As Gigantes Caem” e  “Feitas para Durar”. Na reportagem das páginas amarelas da Veja, ele ressalta o espírito empreendedor dos norte-americanos.

Segundo ele, essa qualidade deve-se ao fato de que o país foi formado por imigrantes que buscavam construir uma vida nova, não somente começar uma empresa ou usufruir dos recursos que o território oferecia.

  Pois é, mas até aí nada  diferente do Brasil. Nós também somos um país formado por imigrantes e não temos esse mesmo espírito empreendedor arraigado como os norte-americanos.

Vamos aos fatos.

Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, “ninguém poderá impedir você de acordar amanhã de manhã e resolver pegar metade de uma peça de sua casa e começar uma empresa”, nas palavras de Jim Collins. Além disso, lá se celebram os fracassos honestos. Fracassar com um produto ou com uma empresa não significa ser uma pessoa fracassada. Será que no Brasil também é assim?

Na primeira situação, a solução é simples: criar facilidades e não dificuldades para abrir uma empresa, ou seja, acabar com qualquer obstáculo que impeça os empreendedores de iniciarem suas empresas rapidamente, mas muito rapidamente.

Não é à toa que os Estados Unidos são o lugar onde surgem as empresas mais inovadoras e de maior crescimento mundial e que estão revolucionando o nosso dia a dia: Microsoft, Apple, Google, Facebook, entre outras.

O segundo ponto trata-se de uma questão cultural. Não existem fórmulas mágicas para se mudar isso. Mas, por outro lado, de acordo com afirmativa do próprio Collins, “empreendedorismo não é uma questão de personalidade…,empreendedorismo se ensina”. Essa também é minha crença, até porque se fosse ao contrário eu não ensinaria empreendedorismo nas universidades e o Sebrae não atuaria tão fortemente na criação de processos sistematizados que orientam ajudam as pessoas a criarem seus próprios negócios.

Algumas ideias em destaque:

  • Não confunda sua empresa com o seu produto.  Grande parte dos novos produtos lançados fracassa, mas isso não determina os destinos da sua empresa, faz parte do processo de aprendizado e da dinâmica dos negócios.
  • Aprenda com os empreendedores bem-sucedidos. A principal motivação desses empreendedores não é ganhar dinheiro, mas criar e construir algo significativo, que tenha impacto e valor fora do comum.
  • A criatividade sozinha pode não resultar em nada produtivo e valioso se não for aliada à habilidade de organizar e de colocar em prática, de forma produtiva, as novas ideias.

Quer ser empreendedor? Quer ter sucesso? Prepare-se! Encare os fracassos como aprendizado e siga em frente!

Rosangela Angonese

Consultora – Sebrae/PR

Por Boris Hermanson

Uma dúvida comum ao empreendedor que deseja iniciar um negócio é, devo atuar sozinho ou será melhor constituir uma sociedade?

Visando auxiliar o empreendedor analisaremos alguns aspectos jurídicos envolvidos nesta questão.

“Affectio societatis”:

Nosso Direito estabelece que a constituição de uma sociedade para exploração de uma atividade econômica se justifica inicialmente pela vontade e/ou intenção dos empreendedores envolvidos em atuarem conjuntamente. Esta vontade ou intenção é de atuar em sociedade é denominada pelos estudiosos do Direito de “affectio societatis”.

Além da existência do “affectio societatis”, é importante que o empreendedor analise também se ele possui o perfil necessário para atuar em conjunto com outras pessoas na direção, administração e manutenção do novo negócio, ou seja, ele não deverá ser centralizador, avesso a repartir e discutir idéias e projetos. Antes, o perfil mais adequado para se constituir uma sociedade é saber ouvir, discutir, dividir e delegar tarefas e responsabilidades. Esta analise de perfil deverá ser realizada por cada dos futuros sócios.

Disponibilidade de recursos para investir:

Além do critério de afinidade e perfil acima expostos, outro fator que justifica a constituição da sociedade é a disponibilidade de recursos e/ou experiência para investir no novo negócio. É o que determina o caput (início) do artigo 981 do Código Civil (Lei. 10.406/02):

“Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.”

Mas o que dizer da alegada proteção patrimonial que a constituição de uma sociedade proporciona aos futuros empreendedores?

De acordo com o artigo 1.052 do Código Civil (Lei 10.406/02), na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, ou seja, se o patrimônio da empresa não bastar para o pagamento de seus credores, o sócio responderá com seu patrimônio particular por tal dívida até o valor de suas quotas do capital social.

Partindo desse princípio, muitos, independente da vontade ou do seu perfil simplesmente constituem uma sociedade, achando que de tal forma estarão com seu patrimônio particular protegido em relação às dívidas da empresa.

Acontece que é cada vez mais comum a adoção, por parte do poder judiciário, da adoção da desconsideração da personalidade jurídica da empresa, em particular quando se tratar de dívidas trabalhistas, tributária, condenações que envolvam direitos do consumidor e direito ambiental.

Além desses casos não se pode esquecer que na maioria das dividas bancárias, oriundas de contratos de empréstimos e/ou financiamentos, os sócios da empresa tomadora de tais recursos assinam o contrato também como avalistas, ou seja, se comprometem, em caso de inadimplência da empresa, a pagar tais dívidas com seus patrimônios particulares.

Desta forma aconselhamos que o futuro empreendedor análise com maior profundidade as opções para constituição de uma nova empresa de forma individual ou em sociedade, evitando utilizar-se de idéias que muitas vezes não correspondem à realidade para tomada de tal decisão.

 

Boris Hermanson

Consultor – Sebrae/SP

Por Luciana Pecegueiro Furtado

Fizemos algumas reflexões sobre o impacto das novas tecnologias e mídias sociais na relação de consumo com base no livro Futuretainment e nas palestras realizadas no evento Intercon 2010, principalmente:

  • “Estratégias de escalabilidade para serviços online”, ministrada pela Fernanda Weiden, da Google.
  • “A nova dimensão de experiência marca/consumidor. Mobile e Local já são passado”, ministrada por Fabiano Coura, da R/GA São Paulo.
  • “Tecnologia, Arte e Design. Interação homem/máquina ao vivo”, ministrada pela Karina Israel e Daniel Prado da YDreams.
  • O fim da Web”, ministrada por Luli Radfahrer é Ph.D. em comunicação digital e Manoel Lemos, Diretor Digital da Abril.

A relação entre consumidor e a marca mudou muito com o advento de novas tecnologias e meios para as relações sociais. A percepção de uma marca transbordou do real para o virtual e cada vez mais essa experiência afeta o nosso relacionamento com a marca.

Já se foi o tempo em que a visibilidade de uma empresa se reduzia ao horário comercial de funcionamento da loja física. E esse conceito não foi extrapolado apenas com o e-commerce. Há um mundo de possibilidades com o mercado digital . O uso da internet extinguiu os horários comerciais da empresa. Não há mais hora de encerramento: a internet disponibiliza o acesso a sua empresa 24 horas por dia por sete dias na semana.

Agora o posicionamento das empresas diante das novas tecnologias que as conectam aos seus consumidores deve partir de um trabalho pró-ativo e não apenas reativo. A multiplicidade de formas de relacionamento pode trazer benefícios para as empresas. Um exemplo é a geolocalização, que já é uma realidade. Por meio de alguns celulares com GPS e aplicativos já é possível localizar o posto BR, o banco Itaú, aquela loja mais próxima.

O e-mail também já está se tornando um meio de comunicação do passado. Em uma pesquisa sobre o que os chineses fazem on-line, entre os 7 principais motivos o e-mail tem a menor incidência, precedendo uma tendência  mundial.

Estar antenado com os novos canais digitais é importante para estabelecer conexão com os consumidores nos meios que crescentemente utilizam, sobretudo, com os novos consumidores que emergem aí. Isso visa, além de valorizar a marca, manter um contato permanente de relacionamento efeedback da percepção da empresa pelo olhar dos consumidores. As características das redes hoje promovem essa troca de percepções diretas entre esses consumidores.

Assim, atualmente a tecnologia e a inovação devem trabalhar com o markerting, as vendas e os produtos de uma empresa. Quer exemplos?

Quantas vezes você esperou pelo pãozinho sair quentinho do forno assim que chegou à padaria? O Empório Farinha Pura inovou no Brasil anunciando pelo Twitter quando a fornada sai… mas isso acontece desde 2009!!! Isso surgiu em uma padaria inglesa que contratou a empresa de mídia digital Poke London, que desenvolveu o BakerTweet, um dispositivo gadget que pode ser colado na parede e dispensa o uso do computador. Assim que a fornada fica pronta, basta apertar o botão e enviar uma mensagem pré-elaborada para os clientes. O padeiro apenas deve selecionar o tipo de quitute que saiu do forno e apertar o botão.

O Empório também forneceu senhas diárias que concediam 5% de desconto nas compras, transformando o Twitter em ferramenta de comunicação da empresa. A primeira pesquisa sobre os usuários brasileiros do Twitter, aplicada pela agência Bullet em abril de 2009, aponta que 79% seguem ou já seguiram perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias no microblog.

De toda forma, o que fato é que a rede em si não é a referência na relação de consumo, as referências são as pessoas que, por meios tecnológicos, estão se encontrando e trocando suas experiências com as marcas. É o velho boca-a-boca, mas com alcance instantâneo mundial! E a sua empresa não deve dispensar a melhor propaganda que existe!

E prepare-se porque não pára por aí… os produtos digitais não estão apenas se desenvolvendo para melhorar as experiências reais. As informações virtuais estão sendo aplicadas no mundo real.

No correio americano um aplicativo pode medir a sua caixa por meio da câmera do seu computador. Com um aplicativo em seu celular você pode ler, por meio da câmera, o código de barras de um produto que gosta e ganhar com promoções. Uma delas concede um pacote de 6 cervejas ao escanear uma.

Lego já utiliza um escaneamento em suas lojas em que, ao passar o código de barras da caixa, você visualiza o que está comprando dentro da caixa em 3D.

Outro aplicativo de celular que merece atenção é o Foursquare . Com ele, é possível fazer o checkin no local onde você está por meio do seu celular com GPS, entrando em contato com outras pessoas que são consumidores. É possível localizar lugares, ver dicas e recomendações, acessar ofertas… as mais próximas possíveis de você!

Cada vez a tecnologia está mais humana. O iPhone permite pais observarem seus pequeninos mexendo em seus telefones com uma impressionante naturalidade… está ficando mais intuitivo usá-los!

A conexão é a palavra de ordem e está na hora de pensar em como conectar sua loja, seu produto, seu serviço, com as pessoas, com os (potenciais) consumidores… há tecnologias gratuitas para isso. Migramos para uma forma mais democrática e interativa e os meios para isso estão acessíveis às micro e pequenas empresas gratuitamente!!!

CLASSE C

E você acha que nos esqueceríamos do consumidor brasileiro do momento? Não!

Caso você não tenha se convencido – mesmo com os exemplos e vídeos que mostram que essa é uma realidade agora – de que é possível explorar esses meios se justificando que o seu público-alvo não acessa essa tecnologia, pense novamente! Os aplicativos que mostramos são gratuitos, requerendo apenas o celular e o acesso à internet. Caso você pense que a classe C não tem acesso a isso é só ver a multiplicação de celulares pelo país e o desejo anunciado das empresas de telefonia celular em levar os smartphones e o acesso a internet para a classe C. O presidente da TIM , por exemplo, já havia anunciado o investimento da empresa em 3G para a classe C para o 2º semestre deste ano.

Na semana que vem vamos falar um pouco mais do assunto do mercado digital