Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Artigos’ Category

Por Roberto Bellucci

Não se preparou antes de abrir a empresa? Comece a pensar nos fatores importantes para viabilizá-la.

É bem provável que paire esta dúvida na cabeça de muitas pessoas que acabaram de formalizar suas empresas.

Receberam o CNPJ, documento que os habilita a serem “empresários”.

Mas, afinal, como se forma um empresário? Quanto tempo leva? O que é preciso para ser um empresário? Ou não precisa de nada?


Vamos fazer uma analogia com os profissionais liberais:

Um médico para começar a realizar cirurgias, leva mais de oito anos. Com responsabilidade e autoridade.

Um advogado para enfrentar um júri, um juiz, defender ou representar alguém, tem que cursar cinco anos de graduação na faculdade e ainda passar no exame da OAB, condição que tem sido cada vez mais difícil nos últimos tempos.

Para que um engenheiro faça um projeto de uma casa, tem que utilizar de muito conhecimento e experiência. Além das especializações necessárias, pois é preciso se atualizar sempre.

Isso serve para jornalistas, dentistas, arquitetos, professores, contadores e todos os profissionais que escolheram atuar com aquela atividade. Uma pessoa se intitula “empresário” a partir do momento em que começa a agir, informal ou formalmente.

Acha que não requer nem prática e, muito menos, habilidade. Simplesmente se convence que pode abrir sua empresa e vender seus produtos ou serviços e, melhor ainda, que as pessoas vão comprar. A dura realidade é a indicada pelas pesquisas do SEBRAE, que apontam uma mortalidade de empresas no Brasil logo no primeiro ano de vida, em torno de 22%. E há aquelas que seguem insistindo no mesmo modelo e logo descobrem que não conseguirão ir mais longe.

As causas mais importantes do fracasso são, invariavelmente, falta de habilidade e conhecimento como empreendedor, falta de um planejamento adequado e deficiência na gestão do negócio. Aí surge a questão: abri minha empresa! E agora? Qual a resposta? Ou quais são elas?

Com certeza, uma delas é: agora você tem que sobreviver. Outra, deverá ser: agora a sua empresa tem que dar lucro. Ainda outra: agora sua empresa tem que vender.

Muitas são as respostas para essa angústia, principalmente porque se você não se preparou adequadamente para entrar no mercado, onde existem concorrentes competentes, que se preparam bem, terá que buscar respostas durante o desenvolvimento da empresa, ou, como diz o ditado: “consertar a roda com o carro em movimento”.

Se esta pergunta faz parte do seu cotidiano, aja imediatamente, procurando as informações necessárias para as soluções dos problemas. Ações de curto prazo serão imprescindíveis, como:


  • – reavaliar o mercado – clientes, concorrentes e fornecedores;
  • – ajustar (ou implantar, se não tiver) os controles – estoque, venda, contas a pagar/receber, clientes, custos, preço de venda e fluxo de caixa;
  • – alinhar os perfis e as funções dos funcionários;
  • – verificar se os produtos ou serviços atendem às necessidades do mercado.

Estas providências poderão dar um fôlego, mas não bastam. É necessário organizar a empresa, disciplinar os processos e os recursos e desenvolver uma proposta de ações de médio e longo prazo (pode chamar isto de planejamento estratégico). Um plano de negócios pode ser uma boa ferramenta para definir, acompanhar, avaliar e corrigir essas atividades. Há vários modelos e um deles deverá ser mais apropriado e preciso para a sua empresa.


Afinal, quem tem conhecimento vai pra frente, não é?


Roberto Bellucci

Consultor da Orientação Empresarial

SEBRAE-PA

Anúncios

Read Full Post »

Por Cláudio Roberto Vallim

Nome empresarial é a firma ou a denominação adotada, para o exercício de empresa, segundo o Código Civil[1]. O Departamento Nacional de Registro do Comércio[2] ao tratar da matéria esclarece que nome empresarial é aquele sob o qual o empresário e a sociedade empresária exercem suas atividades e se obriga nos atos a elas pertinentes, e compreende a firma e a denominação. Sendo que Firma é o nome empresarial utilizado pelo empresário[3] e, facultativamente, pela sociedade limitada; a sociedade anônima e cooperativa utilizar-se-á da Denominação e opcionalmente pela sociedade limitada, e atenderá aos princípios da veracidade e da novidade e identificará, quando houver exigência legal, o tipo jurídico da sociedade, não pode conter palavras ou expressões que sejam atentatórias à moral e aos bons costumes.

Em relação ao princípio da veracidade:

I) O empresário adotará como firma seu próprio nome, aditando, se quiser ou quando já existir nome empresarial idêntico, designação mais precisa de sua pessoa ou de sua atividade;

II) A firma da sociedade limitada, se não individualizar todos os sócios, conterá o nome de pelo menos um deles, acrescido do aditivo “e companhia” e da palavra “limitada”[4], por extenso ou abreviado;

III) A denominação é formada com palavras de uso comum ou vulgar na língua nacional ou estrangeira e ou com expressões de fantasia, indicando o objeto da sociedade, na sociedade limitada, será seguida da palavra “limitada”[5], por extenso ou abreviada.

Cumpre destacar que a firma observará:

a) o nome do empresário figurará de forma completa, podendo ser abreviados os prenomes;

b) os nomes dos sócios poderão figurar de forma completa ou abreviada, admitida a supressão de prenomes;

c) o aditivo “e companhia” ou “ª  Cia.” poderá ser substituído por expressão equivalente, tal como “e filhos” ou “e irmãos”, dentre outras.

(mais…)

Read Full Post »

Por Boris Hermanson

De acordo com pesquisa divulgada no dia 13/09 pela Serasa Experian, a inadimplência dos consumidores subiu 11,5% em agosto em relação ao mesmo período do ano passado. A pesquisa demonstrou que as dívidas com cartão de crédito foram as principais responsáveis por este aumento, tendo subido 5,9% entre julho e agosto/10.

Segundo os analistas dessa instituição, as despesas realizadas durante a copa do mundo explicam este aumento na inadimplência, visto que muitos consumidores realizaram compras impulsivas de itens de alto valor, como as TVs de tela plana.

E como fica o cenário para os próximos meses?

Tudo indica que o aquecimento da economia e a continuidade da geração de empregos no 3º trimestre, juntamente com a elevação da massa salarial deverão reduzir a inadimplência nos próximos meses, ainda de acordo com as analises dos economistas da Serasa Experian.

Porém isto não significa que os empresários devam se descuidar do assunto. Mas o que se deve fazer para evitar prejuízos com eventuais aumentos na inadimplência?

Medidas para diminuir a inadimplência em sua empresa:

Algumas medidas simples poderão fazer grande diferença em relação à inadimplência em sua empresa. A primeira dica é substituir as operações de crediário próprio realizados mediante a aceitação de cheques pré-datados ou com a emissão de carnês de pagamento, por operações com cartão de crédito ou débito.

Apesar das operações com cartões apresentarem um custo extra para os empresários, tal como o pagamento de taxas que podem chegar até 5% sobre o valor das operações realizadas com cartão de crédito e 2% no caso dos cartões de débito, além do pagamento do aluguel do equipamento, devemos salientar que hoje em dia já é possível utilizar um único equipamento para realizar operações com todos os cartões de crédito/débito.

Liberdade = maior concorrência = preços menores:

Esta maior liberdade de escolha para os empresários tem refletido numa maior competição entre as administradoras de cartões, o que têm resultado em melhores ofertas para os usurários do sistema, o que trocando em miúdo significa taxas de operações e alugueis de equipamentos mais baratos, bastando saber negociar.

Além disso, não devemos nos esquecer que os pagamentos realizados através de cartões de crédito e/ou débito são considerados operações com recebimento garantido, ou seja, mesmo se o consumidor não pagar a fatura junto à administradora do cartão, o empresário receberá o pagamento pela operação realizada.

No próximo artigo iremos esclarecer alguns cuidados que as empresas que decidirem manter o crediário próprio podem tomar para diminuir os riscos com a inadimplência.

Boris Hermanson

Consultor – SEBRAE/SP

Read Full Post »

Por Ronaldo Hofmeister

Isso não é uma receita de bolo mas pode te ajudar a pensar sobre como criar uma imagem positiva da sua marca para deixá-la gravada na mente do consumidor.

1) Defina seu produto ou serviço descrevendo suas características e os benefícios para o cliente.
2) Defina as necessidades e desejos atendidos pelo produto/serviço.
3) Defina seu público-alvo.
4) Se possível tente identificar o tamanho do mercado, ou seja quantos clientes podem comprar seu produto.
5) Analise seus concorrentes, seus pontos fortes e fracos.

Retome a sua definição de produto/serviço e verifique a necessidade de redefini-lo após esta análise preliminar.

Nosso próximo passo é identificar o diferencial do produto/serviço.

6) Identifique as características de seu produto que são significativas e diferenciam a oferta da sua empresa da oferta dos concorrentes. Verifique se atende às características abaixo:
• A característica que diferencia seu produto do produto do concorrente é valorizada por muitos compradores.
• A característica não é oferecida pelos concorrentes
• Você consegue comunicar o diferencial com facilidade
• A característica diferente do seu produto não pode ser facilmente copiada pelo concorrente.

Começaremos agora definir o posicionamento do produto ou serviço:

7) Apresente uma razão concreta para a compra do seu produto ou serviço:
• A melhor qualidade
• O melhor desempenho
• A maior confiabilidade
• A maior segurança
• A maior velocidade
• O menor preço
• O maior prestígio
• O melhor estilo
• A maior facilidade de uso

8) Responda a seguinte pergunta: Por que o cliente deveria comprar de sua empresa e não do concorrente?

Nosso último passo será comunicar estes benefícios e diferenciais ao mercado

9) Verifique se a marca de seu produto atende às características abaixo:
• Deve sugerir algo a respeito dos benefícios do produto
• Deve ser fácil de pronunciar, reconhecer, lembrar
• Deve ser um nome único.

10) Crie uma mensagem ou Slogan para comunicar este posicionamento
• O conceito básico da mensagem não é criar algo absolutamente novo e diferente, é realinhar as mensagens que já existem. Isso facilita a memorização. A mente humana rejeita a informação que não combina com o conhecimento ou a experiência anterior
• A melhor abordagem para viver nesta sociedade saturada de informação é simplificar a mensagem da melhor forma possível. Para lidar com a complexidade as pessoas aprenderam a simplificar tudo.
• O caminho mais fácil para se chegar até a mente de uma pessoa é ser o primeiro com uma mensagem diferente. Para “fixar” a sua mensagem na mente do consumidor não é preciso apenas uma mensagem, é necessária uma mente que não tenha sido tocada por esta mensagem.

Comente este post e envie sua mensagem ou slogan da sua empresa.

Ronaldo Hofmeister

Consultor – Sebrae/PR

Read Full Post »

Por Ronaldo Hofmeister

Observando os classificados dos jornais, mais de 40% das vagas são para vendedores ou para atendimento ao consumidor. Com o mercado aquecido está faltando gente qualificada para trabalhar na área comercial.

Quando falta mão de obra especializada as empresas não têm outra opção além de treinar e capacitar profissionais interessados em seguir uma nova carreira. Como está faltando gente para praticamente todas as áreas sobram poucas pessoas desejando seguir a carreira na área de vendas. Com os últimos indicadores de empregabilidade do Brasil mostram que menos de 7% da população em idade ativa está procurando emprego isso significa que o país está vivendo um momento de pleno emprego. Muito diferente da Europa que em alguns países enfrentam uma taxa de desemprego superior a 20%.

A profissão de vendedor nunca foi muito glamorosa, mas isto está mudando, porem ainda inibe a escolha desta carreira. Muitos se intitulam consultores comerciais, gerentes de conta e até relações com o mercado evitando colocar em seu cartão de visita o termo “vendedor”. A imagem negativa se deve a fatores que aconteceram há muito tempo a trás, mais precisamente com a quebra da bolsa de valores de Nova York em 1930 quando a economia mundial passou por grandes dificuldades. Neste período a oferta de produtos foi maior que a demanda e as empresas precisavam esvaziar as prateleiras. Com isso começaram a “empurrar” os produtos para os clientes, obviamente esta estratégia não era a melhor para o caso de ter que vender novamente para o mesmo consumidor. Com o tempo a satisfação do consumidor passou a ser fundamental.

Com esta imagem negativa somada a falta de profissionais qualificados, o pleno emprego e o aumento da concorrência está cada vez mais difícil encontrar um vendedor. Isso significa uma excelente oportunidade para investir em uma profissão com excelente remuneração e que tem mais gente procurando por profissionais do que existe oferta no mercado. Como toda profissão em ascensão ela exigem formação, vários cursos de graduação e até pós-graduação já existem no mercado.

Comente este post e relate suas dificuldades com esta profissão ou profissional.

Ronaldo Hofmeister

Consultor – Sebrae/PR

Read Full Post »

Por Raphael Bernardes da Silveira

O artigo 5º da Constituição Federal, em especial em seus incisos X e XXVIII, alínea “a”, estabelece como invioláveis os direito a imagem e a vida privada dos cidadãos. Ainda, o artigo 20 do Código Civil, protege do direito da imagem, como um dos direitos de personalidade.

Assim, as empresas que utilizam em suas propagandas imagens de seus funcionários e clientes sem a respectiva autorização pessoal estão sujeitos ao pagamento de eventuais indenizações por danos morais, decorrentes do uso indevido da imagem.

É essencial salientar que a proteção ao direito de imagem é válida para os diversos tipos de mídia, inclusive para internet.

Assim, as fotos de funcionários e clientes publicadas em sites e com finalidade comercial necessitam de prévia autorização.

Nesse sentido, recentemente o Tribunal Superior do Trabalho, no julgamento do Recurso de Revista nº 135940-23.2002.5.15.0066 determinou que a empresa pagasse à funcionária a importância de R$ 20.000,00 a título de danos morais em razão de ter tido a sua imagem utilizada em uma propaganda da empresa sem a respectiva autorização.

No entendimento do relator do recurso o contrato de trabalho não gera presunção acerca da autorização para utilização da imagem, que deve ser expressa.

Também é necessária a concessão de autorização quando se tratar de divulgação de imagem de algum cliente da empresa para fins comerciais.

Parte da doutrina e da jurisprudência entende que quando ocorre a divulgação de imagem em caráter informativo e educativo, sem finalidade de obtenção de lucro e sem submeter a situação vexatória, não é devida a indenização.

Entretanto, esse entendimento não é uníssono. O Tribunal de Justiça do Paraná no julgamento do recurso de apelação cível nº 547101-2 fixou entendimento de que a divulgação da imagem sem autorização gera indenização por danos morais.

Desta forma, com o objetivo de evitar um litígio envolvendo a sociedade, com a condenação ao dever de indenizar em danos morais, recomenda-se que antes de publicar propagandas contendo imagens de funcionários e clientes, ainda que somente na internet, sejam obtidas as autorizações para uso de imagem por escrito.

Para ter acesso ao inteiro teor da notícia veiculada no portal do E. Tribunal Superior do Trabalho, basta acessar o link a seguir:

http://ext02.tst.jus.br/pls/no01/NO_NOTICIASNOVO.Exibe_Noticia?p_cod_noticia=11155&p_cod_area_noticia=ASCS

Saudações e até a próxima…

Raphael Bernardes da Silveira

Consultor – Sebrae/PR

Read Full Post »

Por Reinaldo Miguel Messias

Há tempos ouvi de uma empresária do segmento de beleza esta afirmação: “Em meu salão cuido dos gastos como cuido das unhas: procuro apará-los ao menos uma vez por semana!”

A frase está viva em minha memória até hoje.
Boa retórica; bela estratégia adotada.
Logo de saída menciona “cuidar dos gastos” e não apenas reduzir custos!
Gastos, despesas e custos têm definições contábeis diferenciadas. Vejamos.
Gasto é o “sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro)”.
Custos são gastos relativos à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. O custo é também um gasto, só reconhecido como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.
Despesa são valores associados a bens ou serviços consumidos direta ou indiretamente para a obtenção das receitas. São gastos caracterizados quando ocorrem as vendas!
Ao falar em “cuidar” e “aparar” gastos, é notório o foco em gestão.
Gestão do desembolso de dinheiro quer seja custo ou despesa.
Com este olhar ela percebe toda possibilidade para redução dos gastos como um incremento potencial nos resultados financeiros do negócio.
Por menor que possa parecer o ganho, ela entende que centavos somados de economia representam muito quando se trabalha em ambientes de forte concorrência.
Entretanto, sabe que de nada adianta reduzir custo piorando a qualidade, por exemplo, dos cremes, xampus, ou qualquer outro material direto que comprometa o serviço realizado.
Reduzir a qualidade é gastar mais para consertar o serviço ou ganhar menos, pois afasta o cliente do negócio!
Redução de gasto pode mesmo favorecer estratégias de preço que melhorem condições de comercialização como atendimento em domicílio ou descontos atrativos!
Reduzir gasto é fazer mais e melhor com menos sacrifício e esforço.
Reduzir despesas com transporte, administração ou qualquer outra busca melhorar soluções ao cliente e conseqüente aprimoramento da atividade empreendedora.
Reduzir despesas é tornar a operação mais competente e assim mais competitiva.
Para Michael Porter, uma empresa pode conseguir vantagem competitiva sustentável por meio de custos ou de diferenciação.
Entretanto, mesmo quando a opção da empresa é pela diferenciação, os custos não podem ser esquecidos nem as respectivas despesas associadas a fazer a solução planejada chegar ao consumo!
Para Porter, reduzir custo; para “minha empresária” reduzir gastos!
O olhar técnico vê “redução de custos”; o olhar empresarial percebe “redução de gastos”!

Reinaldo Miguel Messias

Consultor/Sebrae/SP

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »