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Archive for the ‘Quero abrir um negócio’ Category

Ser maior de 18 anos e ter espírito empreendedor. É indispensável também identificar uma oportunidade de negócio, planejar-se através de um Plano de Negócios para verificar a sua viabilidade. Não deixe de verificar se você dispõe de recursos, suficientes para iniciar o negócio e manter o seu padrão de vida até a empresa começar a ser rentável. Para registro da empresa é preciso seguir o seguinte roteiro:

  1. Registro na Junta Comercial ou Cartório (dependendo do ramo de atividade, registra-se em um ou outro órgão)
  2. Registro na Receita Federal (para obtenção do CNPJ) Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas.
  3. Registro na Receita Estadual para obtenção da Inscrição Estadual (se sua atividade for sujeita ao ICMS, como por exemplo, comércio, transporte ou indústria)
  4. Registro na Prefeitura Municipal (incluindo Alvarás de Localização e Alvarás de Licença Sanitários)

Apenas o registro nestes órgãos, porém, pode não ser suficiente. Pode ser que o seu ramo de atividade obrigue o registro em órgãos específicos.

Determinados ramos de atividades dependem, obrigatoriamente, de registro em órgãos de classe.

Podemos mencionar por exemplo, os Pet Shop, que comercializam artigos para animais ou que possuem atendimento veterinário. O órgão de classe que exige seu registro é o CRMV (Conselhor Regional de Medicina Veterinária).

O empreendedor precisa verificar, junto a um contador da sua confiança se a sua futura atividade econômica está sujeita à fiscalização de algum órgão de classe. Abaixo alguns exemplos:

Ramos de Atividade Órgãos de Classe
Farmárcias e Drogarias CRF – Conselho Regional de Farmácia
Representantes Comerciais CORE – Conselho Regional dos Representantes Comerciais
Corretores de Imóveis CRECI – Conselho Regional dos Corretores de Imóveis
Indústrias de Aguardente, Cosméticos, tintas entre outros. Empresas de dedetização CRQ – Conselho Regional de Química
Comercialização de pequenos animais e artigos para uso animal (pet shop) CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária
Construtoras, Indústrias de artefatos de cimento e atividades correlatas CREA – Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
Escritórios Contábeis CRC – Conselho Regional de Contabilidade
Prestadoras de Serviço em Geral, Turismo CRA – Conselho Regional de Administração
Clínicas Médicas, hospitais e laboratórios CRM – Conselho Regional de Medicina
Clínicas Odontológicas CRO – Conselho Regional de Odontologia
Academias CREFI – Conselho Regional de Educação Física
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O que é uma oportunidade de negócios? Como identificar uma boa oportunidade no mercado?

Assista aos vídeos e comente.

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Por José de Arimatéa Dantas

Imagine uma disputa de cara ou coroa em que você tenha apenas R$ 1,00, contra um adversário com R$ 128,00, e que a regra do jogo é que o valor de cada aposta seja igual ao valor possuído por quem tiver menos dinheiro.

Dentro deste contexto, a situação do seu oponente é muito confortável, pois ele não corre o risco de perder tudo logo de cara.

E olha que jogo ingrato: quando se joga uma única vez, a porcentagem de ganho é de 50% para cada jogador, pois ou dá cara, ou dá coroa. Mas quando se joga duas vezes a moeda, o quadro piora, pois passa a haver quatro possibilidades de acontecimentos: sai cara nas duas vezes, sai coroa nas duas, sai cara na primeira vez e coroa na segunda ou sai coroa na primeira e cara na segunda.

(mais…)

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Atração de clientes

Como dissemos no início, o negócio pode ser resumido em vender e lucrar. E isso depende da existência de interessados em comprar. Ou seja, clientes.

Você já tem um ponto importante a seu favor, que é a certeza de que pessoas compram produtos ou serviços como os seus. Afinal, muito provavelmente, o negócio que deseja montar não é inédito. Não está sendo inventado por você justamente agora. Já existia antes. Há pessoas interessadas em comprar. Mas onde elas estão?

Então você acaba de receber seu terceiro desafio: fazer com que as pessoas que já consomem esses produtos ou serviços os adquiram de você. Comprem de sua empresa. Se você vai iniciar esse negócio, antes de montá-lo é preciso saber o que fazer para que as pessoas comprem de sua empresa.

O que devo fazer para que comprem da minha empresa?

A expressão que se usa para isso é estratégia de mercado. Você precisa ter a sua. E não poderá escapar dessa obrigação que tem com sua empresa, ou seja,definir, aplicar, melhorar uma estratégia de mercado.

  • O que você fará para informar aos interessados em comprar que sua empresa
  • existe?
  • O que você fará para despertar a atenção e o interesse deles?
  • O que você fará para que um número suficiente desses clientes compre da sua empresa ou compre também de sua empresa?
  • O que você fará para que um número suficiente de clientes deixe de comprar de seus concorrentes ou deixe de comprar somente de seus concorrentes, isto é, compre de sua empresa também?

Não será exagero dizer que nessas respostas está o segredo do sucesso do negócio. Esse segredo será desvendado aos poucos, na medida em que você obtiver conhecimentos e desenvoltura no empreendimento.

Podemos arriscar dizendo que seus futuros clientes querem vantagem.

Comprarão de você se obtiverem maiores vantagens. Descobrir essas vantagens é fruto de percepção, de sensibilidade para com o mercado. Geralmente são pequenos detalhes. Mas o que são vantagens?

  1. Comodidade e beleza: – quando dá prazer comprar no seu estabelecimento.
  2. Bom atendimento: – o cliente fica sempre satisfeito, mesmo quando sua empresa não tem o que ele precisa.
  3. Interesse em satisfazer, resolver: – o cliente é sempre ouvido e suas opiniões consideradas.
  4. Diferenciação: – o cliente percebe algo de especial na sua empresa.
  5. Personalização: – a idéia de que esse cliente é especial.
  6. Confiança e credibilidade: – passa-se a idéia de que a satisfação dele é mais importante para você do que a venda.
  7. Higiene: – percebida em detalhes.
  8. Exposição: – o cliente percebe que para se satisfazer não depende de movimento seu, mas do que ele percebe na sua empresa.
  9. Crédito e facilidade de pagamento: – sua empresa se adapta ao nível de renda
  10. do seu público
  11. Serviços adicionais: – na prática você entrega satisfação, e não somente produtos ou serviços pelos quais o cliente já paga.
  12. Valorização do cliente, respeito e seriedade: – os direitos do cliente você reconhece em todos os detalhes de sua operação.
  13. Flexibilidade e adaptabilidade: – de algum jeito sua empresa deve satisfazer.
  14. Inovação: – sua empresa é atualizada, essa imagem tem de ser constante.
  15. Garantias: – para o cliente ter certeza e confiar que não terá prejuízos.

Há também aquelas “vantagens” tradicionais, que muitos pensam ser decisivas, mas não são e dependem de como você as utiliza:

  • Preço: – nem sempre menor preço significa capacidade de atração de clientes.
  • Variedade: – nem sempre investir em variedade de equipamentos, serviços e produtos é atrativo.
  • Localização: – o ponto por si só não é fator de sucesso; um bom ponto pode ser feito.

A questão decisiva é, portanto, em tempo de elaboração do seu plano de negócios:

  • O que você fará para atrair clientes?
  • O que você fará pra tirar clientes de seus concorrentes?
  • O que você fará para compartilhar clientes com seus concorrentes?

Você encontrará respostas para todas essas questões se observar as empresas existentes, se aprender com quem já está fazendo, com quem está fracassando ou com quem está tendo sucesso. Não pode de maneira alguma imaginar que basta “abrir” que os clientes virão. Não virão! Você precisa ir buscá-los. Cada empresa descobre um jeito. Este é seu terceiro desafio.

Então de novo chamamos sua atenção:

1) Pesquisando e observando seus concorrentes, conhecendo bem o gosto de seus clientes, você conseguirá desenvolver diferenciações em sua empresa para maior atração de consumidores.

2) É necessário estudar bem o assunto estratégia de mercado para desenvolver sensibilidade e flexibilidade para rápida adaptação às necessidades e encantamento de clientes. Faça cursos, procure o SEBRAE, onde encontrará orientação segura, detalhada e gratuita tantas vezes quantas necessitar.

Então nossa conclusão é que o negócio que deseja montar se resume na ação de vender e lucrar. Já a marca de sucesso desse negócio é o permanente retorno do investimento. O que é isso?

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Ponto de equilíbrio e margem de contribuição

Veja que interessante!

Vamos supor que uma empresa conseguiu um preço de venda de um produto considerado bom para ela e que os clientes aceitem o preço de R$ 103,00. Esse empresário definiu que o lucro é 10% (gaveta no 4). O custo variável é de 64,5% (gaveta no 1) e as despesas comerciais totalizam 10,2% (gaveta no 2). A despesa fixa desse produto contribui com 15,3% do seu preço para pagar as despesas fixas (gaveta no 3). Isto é: R$ 103,00 = R$ 10,30 + R$ 66,44 + R$ 10,50 + R$ 15,76.

Pois bem. Se essa empresa vender apenas uma unidade desse produto, com os R$ 103,00 que receber conseguirá pagar os custos da matéria-prima, componentes, mão-de-obra etc. referentes a essa unidade do produto (isto é, o custo variável de R$ 66,44). Conseguirá também pagar os impostos e as despesas de venda (ou seja, as despesas comerciais de R$ 10,50). Mas não conseguirá pagar as despesas fixas da empresa, que geralmente são mensais. Por exemplo: aluguel, luz, água, salários de funcionários, a retirada pró-labore etc., pois cada venda apenas “contribui” com sua parcela para cobrir esses custos mensais. Daí vem o conceito de margem de contribuição.

Margem de contribuição é quanto cada produto vendido contribui para pagar as despesas fixas mensais e quanto contribui para formar o lucro.

Veja então a composição do preço de venda do exemplo:

Composição do Preço de Venda Valores % de Participação Margem de Contribuição
Custo variável 66,44 64,5%
Despesas comerciais 10,50 10,2%
Parcela da despesa fixa 15,76 15,3% 15,3%
Parcela de lucro 10,30 10,0% 10,0%
Margem de contribuição

 

 

25,3%
Total = preço de venda 103,00

 

 

Portanto,

Margem de contribuição =

 

preço de venda – (custo variável + despesas comerciais) x 100 ___________________________________________

Preço de venda

Neste exemplo é 25,3% do preço.

Significa que toda vez que vender esse produto o empresário deve guardar R$ 25,30, juntando até completar a quantia que precisa para pagar as despesas fixas da empresa, como aluguel, luz, telefone, salários etc.

Então vem as perguntas:

1)Quanto este seu conhecido precisará vender para ter dinheiro suficiente para pagar os custos diretos, as despesas comerciais e todas as despesas fixas da empresa no mês?

2)Quantas vendas ele deverá realizar?

3) Qual deve ser o faturamento mensal dessa empresa para cobrir tudo o que precisa?

A questão é que o preço pode ser bom, mas o faturamento pode ser que não. O lucro que realmente importa não é de uma unidade de venda, mas aquele acumulado em um período de vendas, após cobrir todos os custos e despesas.

Qual o volume de faturamento ideal para o tamanho da empresa?

Esta análise utiliza a técnica de ponto de equilíbrio.

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Preço de Venda

O estudo para determinar o preço de venda visa responder a todas as perguntas anteriores, pois, se você começar a operar sem esse conhecimento, pode ser que não consiga “depositar” em cada gaveta o suficiente e comece a ter problemas financeiros imediatamente, inviabilizando a empresa.

Como dissemos antes, e vale a pena repetir, todo dinheiro que sua empresa precisará mensal e diariamente para pagar as contas (custos variáveis, custos fixos, despesas comerciais) ou, em outras palavras, pagar os fornecedores, suprir a estrutura da empresa com pagamento de funcionários, das concessionárias de luz e energia, água, telefone etc. pagar ao governo, na forma de impostos, taxas e contribuições, e garantir a recompensa dos sócios você obterá do faturamento da empresa.

Significa que precisa garantir que o preço adotado em cada venda seja, no acumulado, suficiente para pagar essas contas. Surgem então mais duas novas perguntas que seu plano de negócios precisa responder:

Qual o preço de venda ideal para cada produto ou serviço?

• Qual o volume de vendas mínimo?

O preço de venda costuma ser a chave do sucesso de muitos negócios. Portanto, recomendamos que não use fórmulas improvisadas para fixar o preço de venda dos produtos e serviços. É mais um item do seu plano de negócios sobre o qual você precisa ter domínio completo. A compreensão da oportunidade de negócio que encontrou e o domínio sobre a composição de custos de sua empresa vão permitir que desenvolva sensibilidade para fixação do preço de venda. Você terá de decidir por um equilíbrio entre duas equações básicas:

Lucro (unitário) = preço de venda que o mercado pratica – (custo variável

+ despesas comerciais + parcela de despesa fixa),

ou seja: (L = PVm – (CV + DC + DF)

Ou

Preço de venda desejado por você = custo variável + parcela de despesa

fixa + despesas comerciais + lucro, ou seja: (PVd = CV + DF + DC + L)

Qual a diferença?

O sentido da primeira equação é que o preço é fixado pelo mercado e, se você for praticá-lo, muito provavelmente terá dificuldades para cobrir, além dos custos variáveis e das despesas comerciais, as despesas fixas e ainda acumular lucro. Isto é, muito provavelmente seus custos variáveis e despesas comerciais serão semelhantes aos dos concorrentes, mas suas despesas fixas derivadas da estrutura adotada para sua empresa e sua intenção de lucro quase sempre estarão acima das de seus concorrentes, mais experientes na exploração do mercado. Para acompanhar o preço imposto pelo mercado você precisará manter as despesas fixas reduzidas para então ter lucro, pois se o preço for menor que os gastos não haverá lucro e, pior, dificilmente será possível aumentar o preço, pois o mercado não aceitará. A alternativa será baixar custos e despesas.

Mentalize a fórmula PV – CV – DF – DC = lucro. Lucro é o que sobra.

O sentido da segunda equação é que o preço poderá ser fixado por você como resultado da soma de seus custos, das despesas e do lucro que deseja ter. Assim, você terá certeza de que ao vender obterá lucro. Mas a questão é que seu preço, que é bom para você, poderá não ser aceito por muitos clientes. E, para que consiga pagar todas as despesas fixas e acumular o montante desejado de lucro, precisará vender determinado volume. Esse volume poderá ser tão grande que somente será alcançado se muitos clientes aceitarem seu preço.

Então como resolver esse dilema?

Certamente, quanto mais você dominar os aspectos do seu negócio, mais hábil será para encontrar soluções. Enquanto isso, e em tempo de elaboração do seu plano de negócios, podemos sugerir o seguinte:

Aprenda com precisão a calcular o preço de venda que “seria” conveniente para sua empresa, que cobriria todos os gastos e geraria lucro. Estude bem esse assunto, faça cursos, procure o SEBRAE, onde encontrará orientação segura, detalhada e gratuita tantas vezes quantas necessitar.

Descubra qual preço é praticado pelo mercado, pela concorrência, para produtos e serviços similares.

Se o preço calculado for maior que o de mercado, então você saberá que precisa encontrar opções de redução de gastos. Isto é mau, mas não impossível.

Se o preço calculado for menor que o de mercado, então sua empresa tem poder de competição com a concorrência. Isto é ótimo. Estas questões nos levam a três outras: ponto de equilíbrio, margem de contribuição e atração de clientes.

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Parte 11…

Cada diferença introduzida, seja na forma de atender ao cliente, seja na embalagem do produto, no ambiente etc., terá conseqüência nos custos.

  • E a sua empresa também será diferente, pois seguirá seu estilo, será fruto de suas percepções e decisões, as quais influenciarão diretamente os custos.

Portanto, nessa fase de elaboração do plano de negócios, não utilize nenhuma lista padrão de custos ou despesas que você porventura encontre em livros, cursos etc. É importante demais para seu empreendimento que você aprenda a identificar, reconhecer e calcular cada item de custo e despesa da sua empresa.

No início da elaboração do plano de negócios isso parecerá difícil, mas não é. Na medida em que você for esquematizando, delineando o formato da empresa que deseja montar, estudando e compreendendo essa questão de gastos, identificar, estimar e apurar gastos será uma operação rotineira.

Seu maior inimigo agora é sua ansiedade em ver o negócio que está na sua mente começar a funcionar. Não caia nessa armadilha. Reserve um tempo para planejamento inicial, estabeleça uma meta de quando seu projeto de empresa estará concluído. O tempo que você investir nessa fase de planejamento será seu melhor investimento. Três meses? Seis meses? Não importa. O que importa é você ter consciência de cada passo, ter uma direção certa a seguir, ter boa visão e compreensão do que virá, das condições adversas que terá de resolver.

Então, reforçando:

  1. Estude bem como funcionam as empresas do mesmo ramo de negócio em que deseja entrar.
  2. Descreva como funcionará a empresa que você está montado.
  3. Monte uma primeira lista dos custos variáveis e das despesas fixas que poderão ocorrer no formato de empresa que imaginou. Explore todas as possibilidades legais da composição das despesas comerciais.
  4. Melhore essa lista na medida em que progredir seus conhecimentos sobre o
  5. negócio e sobre o formato da empresa que vai montar.
  6. Faça cursos que abordam custos. Não se contente com apenas um curso. Lembre-se que seu objetivo é dominar os gastos de sua empresa, não apenas ter seus valores calculados uma única vez. Por isso mesmo fugimos à tentação de incluir aqui uma lista padrão de gastos, por sabermos ser inadequada à sua empresa.
  7. Utilize-se dos vários programas do SEBRAE, inclusive das orientações técnicas gratuitas específicas para seu caso, tantas vezes quantas você desejar.

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