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Posts Tagged ‘como gerenciar na crise’

Por Reinaldo Miguel Messias

Sempre se ouve que crises existem para superação.

São oportunidades para a empresa realmente avaliar sua força criativa e capacidade de exploração de mercado.

Ouve-se também que um dos fatores para o sucesso da empresa está relacionado com a capacidade de planejar

Planejamento prévio de objetivos e implementação de ações realizadoras.

Difícil mesmo é juntar planejamento e crise num processo decisório que traga resposta.

Mais que encontrar resposta, seja encontrar uma solução adequada ao desafio que a empresa atravessa

É o plano “b”, a saída alternativa previamente pensada.

É pensar e responder o famoso “e se,…” de forma responsável.

Retrata o amadurecimento da empresa e o domínio do negócio por parte do empresário.

O foco está em saber que empresa vive mais de ações que de planos.

Planos só mudam a  empresa quando saem da gaveta!

Sair da gaveta é decisão!

Ações mudam rumos para o bem (lucro) ou para o mal (prejuízo)!

Decisão certa no tempo certo resulta em sucesso! O contrário gera esforço e desgaste.

Permeando todo o processo de planejamento estão as tomadas de decisão!

Planejamos para evitar impacto ou, conviver ou, tirar proveito de uma situação de crise!

Planejamos com foco em crise no ambiente externo á empresa ou no ambiente interno.

Planejamos com foco em recursos tangíveis como dinheiro, matéria prima, espaço ou intangíveis como competência, tendência ou oportunidade!

Decisão está em escolher o “ou” adequado para um momento!

Planejar, então, é uma atividade perene, dinâmica e circunstancial!

Planejamento é temporal Tem durabilidade e validade!

Planejamento deve ser de resposta imediata para garantir a sobrevivência do negócio.

Planejamento deve ser duradouro para manter a perenidade empresarial!

Planejamento deve ser visionário para delinear inovações, oportunidades e crescimento.

As ações são reflexos das decisões tomadas no planejamento.

Ações carecem de outras decisões.

São decisões voltadas ao quando, quanto, o que e como fazer.

Enquanto no planejar há muito de estratégia, no agir deve haver muito de operação!

Enquanto no planejar tem muito de dominar o negócio, no agir tem muito de saber fazer a operação!

Empresas que vencem na crise, decidem planejar através de estratégias claras, rápidas e simples.

Decidem direcionar ações para suprir necessidades com diferencial de parceria tanto junto a clientes quanto fornecedores.

Decidem, acima de tudo, serem ágeis, dinâmicas e eficazes.

Decidem planejar e agir com foco em mudança, pois toda crise é um estado puro de tomada decisão e mudança!

Reinaldo Miguel Messias

Consultor SEBRAE SP

Setembro-2009

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Por Antonio Carlos De Matos

Momentos de “crise” devem ser entendidos como breves períodos entre situações que se alternam,  causando transformações radicais. Mas “crise” não significa fim de oportunidades para os negócios. Muitos ou todos os negócios são afetados, mas não acabam. Os consumidores são afetados, mas não deixam de comprar. Por um tempo, se tornam mais seletivos, retardam desembolsos, substituem produtos, ajustam seus gastos à situação da renda. Mas não param de viver, de comprar, de consumir. Ademais, os momentos de transformações radicais são também geradores de oportunidades.  Sim, períodos de crise geram oportunidades de muitos negócios, duradouros ou somente para atender necessidades momentâneas de pessoas e de empresas. Se por um período caiu o consumo de bens duráveis e de maior valor,  dependentes de fartura de crédito, muitos que operam em  nichos de serviços e de produtos de menor valor apenas ouviram falar dessa crise , mas não sentiram ainda seus efeitos.

 

Em particular, esta é uma crise com origem na perda de confiança entre bancos, e entre bancos e empresas, que afetou em seguida a relação entre empresas e entre empresas e seus clientes.

 

Nesta situação, três questões desafiam a saúde dos pequenos negócios:

 

Se vender sempre foi um desafio de qualquer empresa, na crise este desafio se torna muito maior, pois a demanda encolhe, a insegurança do consumidor retarda os gastos, e as empresas precisam desenvolver formas novas para influenciar a decisão de compra de seus clientes. Se não vender acima do ponto de equilíbrio entre gastos e receita, a tendência é quebrar.

 

Se praticar preços compensadores, com margem de lucro e agradando ao mercado, é determinante em qualquer negócio, numa crise como esta se perde os referenciais de preço, pela pressão da concorrência, pelo aumento das despesas financeiras, e pelo fato de que o consumidor arisco busca menor preço.  No esforço de vender, reduzir preço é extremamente perigoso. Quem vende sem margem de lucro, quebra.

 

Em época de bonança, a gestão do capital de giro é facilitada pela oferta de crédito, seja com desconto de recebíveis, seja por empréstimo direto de bancos. Mas a situação atual foi provocada justamente pela desconfiança no mercado de crédito. Financiar o capital de giro no mercado financeiro ficou crítico. Quem precisa está sofrendo. Empresa sem capital de giro suficiente se tornará rapidamente deficitária, e tende a quebrar.

 

O que fazer, então?

 

Nesta  situação, a cautela passa a ser uma atitude de vencedores. Não arrisque passos maiores que as pernas. Mais cautela impõe mais criatividade para vender,  obtenha diariamente resposta para a seguinte pergunta: o que devo fazer para que comprem também de minha empresa ? Busque o desperdício zero, seja de materiais, seja de energia, seja de horas de trabalho, seja de gastos desnecessários. Tenha domínio absoluto sobre todos seus custos: diretos, fixos e sobre as despesas comerciais. O preço só será compensador se os custos estiverem sob controle. Domine os custos ou eles dominarão sua empresa. Por último, altere sua relação com os bancos, busque financiar seu capital de giro com seus fornecedores e com seus clientes. Compre, venda, receba e depois pague. Muito provavelmente não conseguirá aplicar esta regra para 100% dos casos, mas precisa ser com a maioria, pois esta é a forma mais barata de financiar o capital de giro. O segredo é descobrir oportunidades na crise, seja novos nichos de mercado ou simplesmente formas de se adaptar ao novo contexto.

 

Antonio Carlos De Matos

Gerente da Consultoria Empresarial do Sebrae-SP

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