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Posts Tagged ‘custos’

Por Ronaldo Hofmeister

O preço é formado pelo mercado e não podemos simplesmente aplicar a fórmula Preço=custo+margem . Mas por outro lado se o preço está definido pelo mercado e sabemos qual a nossa margem a única coisa que sobra para a empresa administrar é o custo.

Se imaginarmos que vamos produzir a melhor pizza do mundo utilizando os melhores ingredientes, o melhor chefe de cozinha e as melhores técnicas existentes e simplesmente somarmos todos os custos e nossa margem podemos chegar a um valor muito alto. Se neste exemplo chegássemos ao valor de R$ 100,00 para cada pizza será que teríamos mercado?

Provavelmente venderíamos algumas pizzas para um mercado muito específico, mas será que este mercado tem um tamanho suficientemente grande para sustentar esta oferta de pizzas a R$ 100,00?

Portanto fica claro que não podemos simplesmente somar os custos e lançarmos o preço do produto, temos que saber quanto os clientes estão dispostos a pagar. Como o preço é definido pelo mercado só resta para empresa administrar os custos. Temos que saber o preço do mercado e administrar muito bem as compras para obter os melhores custos pode gerar uma grande vantagem competitiva para a empresa.

Na sua empresa você administra preço ou custo?

Ronaldo Hofmeister

Consultor – Sebrae/PR

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Por Reinaldo Miguel Messias

Há tempos ouvi de uma empresária do segmento de beleza esta afirmação: “Em meu salão cuido dos gastos como cuido das unhas: procuro apará-los ao menos uma vez por semana!”

A frase está viva em minha memória até hoje.
Boa retórica; bela estratégia adotada.
Logo de saída menciona “cuidar dos gastos” e não apenas reduzir custos!
Gastos, despesas e custos têm definições contábeis diferenciadas. Vejamos.
Gasto é o “sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro)”.
Custos são gastos relativos à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. O custo é também um gasto, só reconhecido como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.
Despesa são valores associados a bens ou serviços consumidos direta ou indiretamente para a obtenção das receitas. São gastos caracterizados quando ocorrem as vendas!
Ao falar em “cuidar” e “aparar” gastos, é notório o foco em gestão.
Gestão do desembolso de dinheiro quer seja custo ou despesa.
Com este olhar ela percebe toda possibilidade para redução dos gastos como um incremento potencial nos resultados financeiros do negócio.
Por menor que possa parecer o ganho, ela entende que centavos somados de economia representam muito quando se trabalha em ambientes de forte concorrência.
Entretanto, sabe que de nada adianta reduzir custo piorando a qualidade, por exemplo, dos cremes, xampus, ou qualquer outro material direto que comprometa o serviço realizado.
Reduzir a qualidade é gastar mais para consertar o serviço ou ganhar menos, pois afasta o cliente do negócio!
Redução de gasto pode mesmo favorecer estratégias de preço que melhorem condições de comercialização como atendimento em domicílio ou descontos atrativos!
Reduzir gasto é fazer mais e melhor com menos sacrifício e esforço.
Reduzir despesas com transporte, administração ou qualquer outra busca melhorar soluções ao cliente e conseqüente aprimoramento da atividade empreendedora.
Reduzir despesas é tornar a operação mais competente e assim mais competitiva.
Para Michael Porter, uma empresa pode conseguir vantagem competitiva sustentável por meio de custos ou de diferenciação.
Entretanto, mesmo quando a opção da empresa é pela diferenciação, os custos não podem ser esquecidos nem as respectivas despesas associadas a fazer a solução planejada chegar ao consumo!
Para Porter, reduzir custo; para “minha empresária” reduzir gastos!
O olhar técnico vê “redução de custos”; o olhar empresarial percebe “redução de gastos”!

Reinaldo Miguel Messias

Consultor/Sebrae/SP

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Por Edmilson Koji Tanaka

Tradicionalmente o segundo semestre representa aumento de demanda na grande maioria dos segmentos de negócios, daí iniciam-se as contratações, porém, contratações sem os devidos critérios transformam os sonhos do aumento da demanda em um grande aumento dos custos, muitas vezes não avaliados.

Então, quais são estes custos?

Que tal avaliá-los?

Para isso, enunciarei “alguns” custos envolvidos:

I – Procedimentos ANTES da contratação

redimensionamento e restruturação das células de produção
levantamento da necessidade de mão-de-obra
definição do perfil profissional a ser contratado
definição de cargos e salários
recrutamento de pessoas (envolvem chamadas através de anúncios, seleção de curriculuns, …)
seleção de pessoas (entrevistas coletivas e individuais, dinãmicas de grupo, avaliações de perfis, …)

II – Procedimentos DURANTE a contratação

exames médicos admissionais
fornecimento de uniformes e EPI´s

III – Procedimentos APÓS a contratação

fornecimento de vales-transporte, ticket alimentação, cesta básica, plano de saúde, …
encargos sociais sobre os salários (estes representam em média 34% para empresas enquadradas no regime SIMPLES e 75% para empresas fora do regime Simples)

IV – Procedimentos de uma demissão

de acordo com a situação contratual incidirão verbas indenizatórias legais e da categoria
caso o rompimento ocorra ainda durante a vigência do contrato de experiência, incidirão ainda multa sobre o saldo de dias até o término contratual
exames médicos demissionais

Além disso, aumento do quadro funcional pode implicar ainda em:

a) constituição de CIPA (quando a atividade demandar)
b) contratação de técnicos de segurança no trabalho
c) maiores espaços para refeitório, vestiário, banheiros, …

Você já avaliou todas estas demandas?

Está verdadeiramente ciente de todos estes compromissos?

A maior certeza que podemos ter é que, todos os itens enunciados geram custos. Também temos a convicção de que em seu caso, alguns detalhes específicos também farão parte de seus procedimentos, e, estes, certamente também gerarão custos.

Raramente avaliamos TODOS estes detalhes. No entusiasmo do crescimento o foco certamente estará direcionado para mais contratações, sem a devida avaliação de seus custos e sua viabilidade.

Bem, tomara que o aumento de sua produção propicie margem financeira suficiente para cobrir todos estes custos envolvidos!

Edmilson Koji Tanaka
Consultor
SEBRAE/PR

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O custo direto variável é o valor gasto diretamente com as mercadorias, produtos, serviços que a empresa vende.

Nas atividades comerciais é o valor de aquisição das mercadorias a serem revendidas.

Nas atividades industriais são os valores gastos na fabricação dos produtos a serem vendidos, envolvendo matérias-primas e mão-de-obra diretamente utilizada no processo de fabricação.

Nas atividades de prestação de serviços são os gastos com a mão-de-obra diretamente envolvida e materiais utilizados na realização do serviço vendido.

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Despesas variáveis são realizadas em função das vendas realizadas. Normalmente se caracterizam como um percentual sobre o valor das vendas efetivas.

Exemplos de despesas variáveis:

– impostos sobre as vendas;
– comissões sobre as vendas;
– desconto do cartão de crédito.

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Alguns fabricantes estabelecem o preço que a distribuidora deverá praticar junto aos seus clientes, provavelmente indústria ou comércio varejista. Outros, apenas oferecem um valor de referência, mas deixam para a distribuidora a decisão pelo valor de preço que será praticado. Portanto, isto depende da negociação entre fabricantes e distribuidores.

Caso o fabricante permita total liberdade ao distribuidor em relação ao preço de venda que será praticado, a distribuidora deve levar em consideração, para formação do preço, os valores de custos, aquisição dos produtos, das despesas fixas (gastos mensais como aluguel, salários, transporte, etc.) e variáveis (comissões, impostos, etc.), e também o percentual de lucro líquido pretendido em cada item.

Nesta hora, vale pensar no preço final de venda, praticado pelos varejistas, e, também, se for o caso, comparar com os preços praticados por outras distribuidoras do mesmo produto, ou ainda de produtos similares.

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Por José de Arimatéia Dantas

Quando falamos em custos, duas importantes formas de agrupá-los vêm à mente das pessoas que lidam com eles: custos diretos e indiretos e custos fixos e variáveis.

São considerados custos diretos, aqueles que se identificam diretamente com os produtos fabricados como os materiais diretos e a mão de obra direta. Já custos indiretos, são aqueles cuja alocação ao produto depende de critérios de rateios subjetivos, ora com um grau de precisão maior, ora menor, dependendo da relação do custo com o processo de produção. Entre outras, uma das importâncias deste agrupamento reside na necessidade de se comparar o preço de venda de um produto com o seu custo de produção, para apurar o resultado obtido com a venda.

custos_orcamentos_01 (mais…)

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