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Posts Tagged ‘empreendedorismo digital’

Por HSM Management

Ainda que você não veja perigo iminente, aproveite este momento de crise para avaliar sua estratégia on line diante das opções no horizonte.

“Cada estágio na evolução da world wide web demostrou ter a capacidade de transformar negócios e empresas“, afirma Ajit Kambil, diretor internacional da Deloitter Research, em artigo publicado no Journal of Bussiness Strategy. Mesmo que ainda seja um desafio – ou uma conta pendente – para muitas empresas, a era da web 2.0, de acordo com a Kambil, está transferindo o foco de atenção e a posição de privilégio para a web 3.0, a rede semântica. E a versão 4.0, ou móvel, está preparada para decolar, com uma aparentemente distante web 5.0, a rede “sensível”, já em seus calcanhares. A breve descrição que se segue pode ser útil para determinar em que etapa desse vertiginoso circuito paralelo está centrada sua estratégia.

– WEB 1.0: Internet básica

Limitada basicamente para publicar documentos e realizar transações. Com ela, as grandes empresas inauguraram sua estratégia online. Criaram um site onde publicavam informação corporativa e desenvolveram planos de marketing e vendas que incorporavam a web como ligação com os clientes.

– WEB 2.0: a rede social, da colaboração

No final dos anos 1990, ela mudou o papel dos usuários, que começaram a criar em conjunto e socialmente conteúdo e valor. Os símbolos: YouTube, Facebook, LinkedIn, deli.cio.us, Wikipedia. Uma plataforma cooperativa na qual o poder coletivo e os efeitos da rede (a cauda longa, ou long tail) abriam a possibilidade de gerar valor extraordinário. Hora de modificar os modelos de negócio para aproveitar as vantagens de “escalar” cada contribuição individual e de preparar-se para conviver no Grande Irmão virtual.

– Web 3.0: a rede semântica

A inteligência humana e a das máquinas combinadas. Informação mais rica, relevante, oportuna e acessível. Com linguagens mais potentes, redes neurais, algoritmos genéticos, a web 3.0 coloca ênfase na análise e na capacidade de processamento e em como gerar ideias a partir da informação produzida pelos usuários.  Quem investir nela e no novo mundo transparente, quem concentrar energia e meios em comunicar-se e gerar confiança a partir da web será o dono das vantagens competitivas.

– Web 4.0 – a rede móvel

A partir da proliferação da comunicação sem fio (wireless), pessoas e objetos se conectam em qualquer momento e em qualquer lugar do mundo físico ou virtual. Ou seja, integração em tempo real. Com mais “objetos” na rede, acrescenta-se um novo nível de conteúdo gerado pelos usuários e com ele outro nível de análise. Por exemplo, o GPS que guia o automóvel e ajuda o motorista a fazer um caminho melhor ou a economizar combustível em pouco tempo evitará o trabalho de dirigir.

– Web 5.0:  a rede sensorial-emotiva

Mesmo que um blog estimule um debate apaixonado ou um vídeo no YouTube provoque uma reação em cadeia, a web é “emocionalmente” neutra: não percebe o que sente o usuário. De acordo com Kambil, mesmo que as emoções continuem sendo difíceis de “mapear”, já existem tecnologias que permitem verificar seus efeitos. O site wefeelfine.org rastreia e cataloga frases emocionais na web e registra a frequência e localização de clusters de sentimentos. A empresa Emotiv Systems criou, com o recurso da neurotecnologia, auriculares que permitem ao usuário interagir com o conteúdo que responda a suas emoções ou mudar em tempo real a expressão facial de um avatar. Se é possível “personalizar” as interações para criar experiências que emocionem os usuários, a web 5.0 será, sem dúvida, mais afável que suas antecessoras. E mais manipuladora.

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O uso de sistemas digitais em todos os aspectos e operações
da nossa vida cotidiana é praticamente inevitável. Mesmo quem pense
não estar conectado ao mundo digital está.

TÊNDENCIA Nº 18: Envolvimento com o mundo Digital
Não há como negar ou fechar os olhos para a realidade de que vivemos num mundo digital, no qual as informações, o conhecimento, as transações comerciais e mesmo os relacionamentos pessoais estão cada vez mais ligados e interligados num universo de bites. A tendência ê de que essa intersecção do mundo off-line com o mundo on-line seja cada vez maior, chegando em muitos casos à situação de dependência.

Em seu novo livro Revolutionary Wealth, Alvin Toffler se refere ao significado do alargamento do uso do mundo digital na expansão da economia quando diz “a nossa foi a primeira geração que aprendeu a gerar riqueza fora da superfície da Terra… os satélites são apenas o primeiro passo dessa conquista”.

Mesmo quem acha que não está ligado ao mundo digital está, seja pela necessidade direta e inevitável de usar sistemas e interfaces digitais para efetivação de seus processos de produção, compra e venda, contatos pessoais e informação, seja pela necessidade que seus clientes terão de uso desses sistemas. Além disso, é preciso considerar que a revolução digital provocou mudanças profundas no modo como as pessoas se relacionam com outras pessoas, com as empresas e seus produtos e suas marcas. O conjunto de expectativas que um consumidor tem hoje ê bastante diverso de um consumidor da era analógica.

Hoje, por exemplo, tempo de resposta ê um fator muito valorizado pelo consumidor acostumado à conexão banda larga e internet de alta velocidade. As empresas precisam ser mais rápidas em atender e processar as demandas desse consumidor.

Tudo está mudando rapidamente. As comunidades criadas pela internet geraram um novo tipo de comportamento, novos padrões éticos, novas formas das pessoas verem e avaliarem o mundo. Se a sua empresa não atender bem seus clientes, não demorará muito para ser criada uma (quem sabe várias) comunidade no Orkut, de usuários insatisfeitos, originando uma onda negativa de marketing viral.

Essas comunidades virtuais se sofisticam cada vez mais e, com elas, sofistica-se o comportamento do consumidor. A grande novidade agora, e que deve representar uma nova onda na internet nos próximos anos, é a de programas que geram mundos virtuais, em que o usuário deixa de ser apenas um perfil descritivo para ser um “personagem virtual”. O Second Life (www.secondlife.com) é um deles. Conjugando a atmosfera de jogos RPG, cenários em três dimensões ao estilo The Sims e o sentido de relacionamento de comunidades como o Orkut, o SL (Second Life) fechou o ano de 2006 com mais de dois milhões de usuários cadastrados no mundo. Nessa “segunda vida”, o usuário pode fazer coisas normais como comprar músicas, encontrar novos amigos e assistir a shows, além de coisas fantásticas, como voar, trocar totalmente de aparência ou se transportar no tempo e no espaço.

Empresas do mundo real já estão adquirindo espaços virtuais para “construir” seus pontos de venda no SL. Bancos, hotéis, operadoras de celulares, etc. já perceberam a força que esse novo tipo de comunidade virtual terá em breve em todo o mundo. A banda U2, por exemplo, já realizou “apresentações virtuais” no SL. Essa nova plataforma de relacionamento ativa um novo fenômeno comportamental, no qual as pessoas têm à sua disposição todos os mecanismos para a realização de todos os seus desejos, possíveis ou impossíveis, no mundo real. Isso, seguramente, irá afetar a forma como se relacionarão no mundo real, com outras pessoas, com instituições e com empresas e suas marcas.

Esse é apenas um exemplo – talvez, apenas o mais atual sobre como a revolução digital infere, interfere e muda as regras de comportamento, consumo e relacionamentos das pessoas no mundo em que estamos vivendo, o mundo digital. E essa é uma tendência sem retorno: o envolvimento com o universo digital será cada vez mais integral e obrigatório. Queiramos ou não.

Razões dessa tendência
Em 1946, surgia o primeiro computador do mundo, uma máquina de 27 toneladas criada pelo exército americano para realizar cálculos bélicos. Desde então, o mundo não foi mais o mesmo. Mesmo que o Eniac, como ficou conhecida a engenhoca, usasse cerca de 18 mil válvulas analógicas e 6 mil chaves manuais, iniciava-se ali a maior de todas as revoluções que a humanidade já experimentou até agora, a Revolução Digital.

Sessenta anos depois, qualquer calculadora de bolso comprada em uma loja de R$ 1,99 é milhares de vezes mais poderosa que o Electronic Numericallntegrator Analyzer and Computer. Nesse período, houve um crescimento exponencial da capacidade de integração e processamentos dessas máquinas maravilhosas e do impacto que elas exerceram e exercem sobre toda a produção, todo o armazenamento e a disseminação do conhecimento humano.

O lançamento do primeiro PC (Personal Computer) pela Apple em 1977, a criação da internet em 1969 (outra invenção dos militares americanos) e sua posterior massificação comercial em meados dos anos 90 são momentos-chave nessa revolução. A nossa história com os computadores pessoais é relativamente nova em termos de anos, mas extremamente longínqua quanto à capacidade dos equipamentos. Quem teve um PC-XT na década de 80 ou mesmo um 386 ou 486 na década de 90 sabe do que estamos falando. Temos máquinas centenas de milhões de vezes mais rápidas por um preço dezenas de vezes mais baratos. Há uma história entre os especialistas de informática, segundo a qual se a indústria automobilística tivesse se desenvolvido na mesma escala da indústria da informática, compraríamos uma Mercedes último modelo por cerca de cinqüenta centavos de dólar.

Um mundo digital foi sendo construído rapidamente nas últimas décadas, com uma velocidade crescente, exponencial. Nenhum de nós consegue imaginar sua vida sem os computadores e a internet, seja em nossas atividades profissionais, seja em nossa vida pessoal ou no universo das relações comerciais, educacionais, cientificas e tecnológicas em que somos envolvidos em nosso dia-a-dia.
Todas as áreas da atividade humana foram, estão e cada vez mais serão fortemente impactadas pela Revolução Digital, não apenas pelo aparato tecnológico dela decorrente, mas, sobretudo, na forma como passamos a encarar o mundo, a vida e o nosso cotidiano.

Impacto sobre os negócios
O impacto da Revolução Digital sobre o mundo dos negócios é incontestável e se verifica sobre esses dois eixos já referidos: o eixo das inovações tecnológicas e o eixo das mudanças comportamentais.

Você consegue se imaginar sem computador, internet, telefone celular, cartão de crédito, câmera fotográfica digital e outras facilidades que hoje dependem de forma vital de sistemas digitais? Você consegue se imaginar sem sites de buscas, Internet banking, e¬mail, msn, tocadores de mp3 e outras maravilhas criadas pela Revolução Digital7 Os mais velhos ainda lembram de quando essas coisas não existiam, mas não conseguem entender como era possível viver sem elas. Os mais jovens muito menos.

Hoje, estamos ligados a uma infinidade de sistemas digitais, seja no pagamento de uma simples compra no mercadinho da esquina, no qual utilizamos cartões de débito, seja na emissão de bilhetes aéreos, ou mesmo na utilização de um elevador automático digital que lhe avisa com voz sintetizada que vocé chegou ao andar desejado. Para onde quer que voltemos nosso olhar, e mais ainda sobre onde o nosso olhar não alcança, temos sistemas digitais organizando, acelerando, facilitando a vida do homem do século XXI. Essas inovações tecnológicas provocam novas inovações tecnológicas, numa espiral que parece não ter fim.

O acesso à tecnologia muda o comportamento das pessoas. Novos valores vão sendo construídos, novas percepções vão sendo cristalizadas e novas atitudes acabam sendo incorporadas ao nosso dia-a-dia. Hoje, por exemplo, ampliaram-se muito as possibilidades de relacionamentos e de crescimento de networks. Um jovem de nossos dias se relaciona com um número de pessoas muito maior do que um jovem dos anos 50, por exemplo. Os sites de relacionamento, os programas de conversação, o uso massivo do telefone celular, tudo multiplicou o número de contatos que uma pessoa pode fazer ao longo de sua vida. Segundo a In-Stat, em 2010, cerca de 130,6 milhões de pessoas assistirão a TV pelo celular.

Não é incomum ter-se amigos em outros paises, sem jamais tê¬-los visto pessoalmente. Namoros e casamentos também são realizados dessa forma. Negócios, igualmente. Há quem trabalhe para uma determinada empresa sem nunca ter pisado em sua sede física. O contato pessoal, presencia I, vem sendo substituído pelo contato virtual.

Isso tudo implica novos paradigmas, novas necessidades, novas formas de avaliação e resposta por parte dos consumidores em relação aos apelos de compra, ao marketing e à postura comercial das empresas.

Então, as empresas, as instituições, os governos e tudo mais precisam se adaptar a essa nova realidade, a esses novos contornos de comportamento de suas clientelas, habilitando-se a se relacionar com essas pessoas impactadas pelo mundo digital. Isso exige mudanças de processos, de atitudes e de disponibilidade por parte dessas corporações. Haverá um contribuinte que deseje aproveitar o feriado para pagar seus impostos pela Internet ou um contingente considerável de pessoas que desejem fazer um mestrado sem precisar ir à universidade ou, ainda, um grupo de consumidores interessados num modelo customizado de determinado produto ofertado por essa ou aquela empresa.

Você, que é empreendedor, seja qual for a área e o porte do seu empreendimento, precisa estar atento para essas mudanças que a tecnologia digital vem provocando na mente e no comportamento dos consumidores. Eles estão assumindo uma nova forma de pensar, de se posicionar e de comprar. Sua empresa, seu negócio, seus produtos e suas marcas precisam estar conectados a essa nova realidade, porque serão, sem dúvida, impactados por ela.

Sugestões de negócios

  • Escola on-line

A área da educação é uma das que mais têm condições de se aproveitar do novo ambiente e das novas condições que o mundo digital oferece para transmissão de conhecimento. Já são realidade, há muito tempo, os programas de ensino a distância. O que impede, então, que se utilize a internet para ampliar essas possibilidades?

Uma escola que ofereça cursos e palestras on-line em diferentes áreas é um exemplo. A escola poderia funcionar num portal de acesso restrito a alunos matriculados, com uso de senha pessoal. As aulas ou palestras poderiam ser transmitidas em tempo real, de qualquer lugar do mundo onde se encontre o especialista programado, ou poderiam ser armazenadas digitalmente para que o aluno faça o download e assista no horário que melhor lhe interessar. O portal pode oferecer, ainda, solução on-line de dúvidas, fóruns temáticos, provas e avaliações on-line, banco de conteúdos, etc.

Por não ser um ensino presencial, por oferecer a possibilidade de armazenamento e disponibilidade digital de conteúdos e por não exigir grandes investimentos em estrutura física, essa escola on-line poderia investir mais em seus professores, consultores e palestrantes convidados, criando, inclusive, um diferencial qualitativo importante em relação âs escolas e aos cursos tradicionais. Além do que, esses

ministrantes podem estar em qualquer lugar do mundo, a qualquer tempo, oferecendo como grande diferencial a flexibilidade e a atualização de conteúdos. Igualmente, não há limitador geográfico para os alunos, que poderão estar espalhados por todo o País e até mesmo no exterior.

  • Filtros especializados

O maior problema hoje na internet não é encontrar informações sobre qualquer assunto, é encontrar a informação mais relevante e correta para os nossos interesses. Há informações demais, muito além do que somos capazes de processar. Além disso, existe a questão da veracidade e da correção dessas informações. Como já virou bordão: “na internet tem tudo e de tudo”.

Isso abre oportunidades para empresas que se especializem em filtrar, checar e auditar essas informações. Portais especializados em determinados segmentos de mercado, em determinadas áreas de interesse, que ofereçam um trabalho de catalogação, sistematização e filtro de informações conforme a necessidade e o perfil dos usuários.

Assim, uma empresa pode prover os usuários de seu portal da mais completa, atualizada e confiável informação disponível na internet a respeito de vinhos, por exemplo, ou sobre automóveis antigos. Ou ainda sobre assuntos mais amplos como história, economia, agricultura ou política.

Não se trata de apenas disponibilizar mais um portal na internet e, sim, de um serviço de busca especializada, de fontes confiáveis, testadas e atestadas. As noticias, as informações e os sites referenciados em tal portal de filtro são confiáveis. Sendo assim, se eu tenho interesse em informações sobre gado, por exemplo, eu posso recorrer a um portal de filtro especializado em gado, que concentre informações de centenas de outros portais e sites especializados. E como se criássemos um “Google” especializado em determinada área de interesse, com maior rigor na seleção de referências e com informações atualizadas e checadas.

  • Shopping virtual de bairro

Em cada média ou grande cidade, os bairros adquiriram vida própria nas últimas décadas, em função do crescimento da população e conseqüente expansão do espaço físico dessas cidades.

Nos bairros, há, em geral, todo tipo de comércio e serviços. Isso pode se configurar em diversas oportunidades empreendedoras. Uma delas pode ser um shopping virtual, que reúna um bom número de “lojas” virtuais e que possibilite a compra e/ou contratação de serviços via internet. Esse shopping poderia reunir desde minimercados, farmácias, locadoras de vídeo, floriculturas, livrarias, entre outros, tendo a mesma base de navegação e dinâmica de compra, com serviço de entrega a domicilio.

O empreendedor do shopping pode somente locar “lojas” ou administrar todo o processo de compra, venda e entrega.

Já existem algumas experiências incipientes nesse sentido, mas há muito ainda que pode ser feito. Além de ofertar virtualmente produtos e serviços existentes no mundo offline, o shopping poderia criar outros especialmente para a internet (serviço de classificados, por exemplo) e também criar comunidades de interesse dentro do bairro, espaços de relacionamento, disponibilizar noticias, etc.

Dicas para negócios já existentes

  • Redes varejistas poderiam prover acesso gratuito á internet a seus clientes freqüentes, por meio de um provedor próprio. Esse pode ser um eficaz meio de fidelização, além de um novo canal de comunicação com o seu público. Essa iniciativa poderia ser auto-sustentada e até gerar resultado financeiro para a empresa, na medida em que pode contar com a participação de parceiros e fornecedores.
  • A base de dados das operadoras de telefonia celular ainda é muito pouco explorada pela maioria das empresas em suas estratégias de marketing de relacionamento. Enviar, por exemplo, mensagens de aniversários, via SMS, para clientes atuais e potenciais pode ser uma forma barata e simpática de manter sua marca na mente do seu público.
  • A idéia de serviços pré-pagos pode ser ampliada para uma infinidade de mercados, ainda mais com a popularização da tecnologia dos smart cards, os cartões inteligentes. Assim, por que não se ter cinema, locação de vídeos e lavagem de carros pré-pagos? Essa é uma das facilidades do sistema digital que pode ser explorada por empresas de diversos segmentos.

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Sobre os autores.
Susana Maria Kakuta é Socióloga e doutora em Sociologia e Relações Internacionais. Foi Diretora de Operações do Sebrae/RS
Julio Ribeiro é Jornalista com pós-graduação em Administração de Empresas e especialização em Marketing. Colunista da revista Gestão&Negócios

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Segundo Dominic de Souza no site do Financial Web pequenos detalhes podem fazer diferença para executivos e, de uma hora para outra, prejudicar muito a imagem organizacional da companhia

 

Nos últimos três anos, o número de brasileiros com acesso à internet dobrou, segundo levantamento do Ibope//NetRatings. Para o país, isso significa que os programas de inclusão digital realmente fizeram efeito. Em relação aos empresários, esse aumento representa maior visibilidade do conteúdo disponibilizado por suas empresas na Web e, conseqüentemente, mais pessoas com acesso a essas informações nos sites de pesquisa da internet. É nesse contexto que surge uma dúvida: até que ponto é possível ter controle da imagem pessoal e corporativa na internet perante milhões de usuários?

 

Imagem negativa

 

O primeiro passo para se ter um nome “limpo” na Web está relacionado ao corpo de funcionários. Muitos líderes afirmam que cada membro da equipe representa para o mercado um pedaço da empresa e toda vez que a reputação de alguém é comprometida, a organização também sofre com as conseqüências. Na internet isso não é diferente, ou seja, é preciso ficar atento ao comportamento de cada membro da companhia. Dentre os principais casos que comprometem o nome da empresa, a criação, por parte dos funcionários de comunidades ou blogs relacionados à organização é a pior circunstância, mas também existem casos de profissionais que postam fotos comprometedoras junto à marca da empresa em sites de relacionamento.

 

Clientes insatisfeitos

 

Os clientes insatisfeitos com os produtos ou serviços prestados pela empresa também podem trazer resultados catastróficos. Ao assistir uma palestra sobre imagem corporativa, um dos cases que foram apresentados foi o de um empresário americano que não deu o devido valor a um blog criado especialmente para publicar reclamações sobre a sua empresa e seus produtos. Esse homem imaginou que, por se tratar de um espaço para reclamações, todos os usuários que acessavam esse site tinham como intenção reclamar de algum serviço. O que ele não pensou é que clientes em potencial poderiam procurar nos sites de busca pelo nome da empresa e encontrar, entre os resultados, o blog de reclamações. Não durou muito tempo e esse infeliz empreendedor teve suas portas fechadas.

 

Mecanismos de busca

 

Os mecanismos de busca de sites como Windows Live Search, Google e Yahoo evoluíram muito nos últimos cinco anos. Hoje, esses portais relacionam os resultados por nome, relevância e até mesmo por semelhança. Essa associação facilita as buscas, mas, para quem é procurado nos sites, esses recursos apresentam uma abrangência muito grande, tornando muito comum encontrarmos a nossa marca associada com páginas de internet direcionados a outros setores ou até mesmo conteúdo pornográfico, o que seria desastroso para o empreendimento.

 

Boa reputação

 

Para escapar dessas e outras situações de risco na internet é preciso seguir algumas etapas básicas. Em primeiro lugar, da mesma forma que ocorre dentro da empresa, exija dos seus funcionários maior atenção em relação à imagem que passam de suas vidas particulares, sobretudo quando se trata de ações relacionadas a comunidades virtuais ou websites. O segundo passo é você mesmo desenvolver um blog ou um local voltado às reclamações dos clientes, para que eles possam se dirigir diretamente à empresa e não para todos na internet.

 

Por fim, localize nos mecanismos de busca em quais lugares sua empresa é citada, para que assim você possa adotar medidas com a intenção de remover essa colocação indesejada. Uma boa opção é entrar em cada local onde ocorre a citação e solicitar a remoção do nome. Mas, para quem não possui todo esse tempo disponível, já existem empresas especializadas no serviço de gestão da imagem na internet, ou seja, pagando um pouco mais, é possível ter uma imagem “limpa” na rede. 

 

A imagem na internet é hoje um pilar muito importante para o crescimento das empresas. Por ela ser tão fundamental, é indispensável que os empresários sempre a explorem a seu favor. Isso significa que, se é para ter um nome na mídia digital, que ele esteja relacionado à qualidade, bons serviços e tecnologia, já que pequenos detalhes podem fazer muita diferença para os executivos e, de uma hora para outra, prejudicar muito a imagem organizacional.

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O número de pessoas com acesso residencial à internet no Brasil chegou a 23,7 milhões em julho, 3,5% superior ao apurado em junho de 2008 e 28% maior que os 18,5 milhões registrados em julho de 2007. Este é o número mais representativo apurado desde que o Ibope/NetRatings, empresa que faz o principal levantamento de audiência de internet no Brasil, começou a fazer a pesquisa, em setembro de 2000.

A quantidade de pessoas com acesso residencial à internet, dado que é trimestral, continuou a indicar que 35,5 milhões de pessoas podem acessar a rede mundial de computadores a partir de seus lares.

Com 24 horas e 54 minutos por pessoa, em média, o tempo de navegação também aumentou. A média de tempo subiu 1 hora e 42 minutos mais do que a de junho, o maior patamar já alcançado no país desde o início da pesquisa. O brasileiro continuou a ser o internauta residencial que mais navegou, se comparado com os outros nove países medidos com a mesma metodologia – além do Brasil, foram medidos Estados Unidos, Austrália, Japão, França, Alemanha, Itália, Suíça, Espanha e Reino Unido.

“Tradicionalmente, o mês de julho, por ser férias escolares e por ser a internet a principal atividade para parte dos jovens estudantes, mostra crescimento no tempo de consumo desta mídia”, comenta Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope/NetRatings. “A relação que o usuário mais jovem tem com a internet é de paixão extrema, ao contrário das gerações que nasceram sem a web”, completa.

Os países que mais se aproximaram do tempo residencial médio do internauta brasileiro foram a Alemanha (21h06min), os Estados Unidos (20h50min), a França (20h17min) e o Japão (19h21min).

As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em julho, comparando com junho de 2008, foram “informações corporativas”, com crescimento de 16,5%, atingindo 9,1 milhões de internautas, “finanças, seguros e investimentos”, que cresceu 5,9% e recebeu 9,7 milhões de visitantes únicos, “automotivo”, com 5,6% de aumento no número de usuários e com visitas de 3,8 milhões de pessoas, “computadores e eletrônicos”, que cresceu 5,4% em número de usuários, atingindo 18,8 milhões de brasileiros, além de “entretenimento”, cujo crescimento no período atingiu 4,5%, recebendo a visita de 19,4 milhões de brasileiros.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 28% em número de usuários, algumas categorias demonstraram melhores resultados: “viagens e turismo” (56,4%), “informações corporativas” (42,2%), “automotivo” (36%), “notícias e informações” (35,2%) e “computadores e eletrônicos” (34,2%).

“Dois setores chamam a atenção: informações corporativas, categoria que concentra sites que dão informação sobre a empresa e suas atividades, mas não focam em venda e finanças, seguros e investimentos, com os sites dos bancos, cartões de crédito, on-line brokers, seguradoras e informações financeiras. A primeira categoria indica que as pessoas vão diretamente à internet quando querem saber o endereço de uma empresa, saber se ela está desenvolvendo alguma ação social, cadastrar seu currículo, entre outras atividades. A segunda categoria voltou a conquistar a confiança do internauta residencial, depois de ficar estagnada após várias campanhas alertando os usuários sobre falsos sites de bancos e fraudes”, analisa Magalhães.

Os dados relativos ao primeiro trimestre do Global Internet Trends (GNetT) continuam indicando que cerca de 41,5 milhões de pessoas com 16 anos ou mais declararam ter acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escola, cybercafés, bibliotecas e outros locais).

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A matéria de capa da revista Carta Capital (08/08/08) diz que em 2009 metade dos brasileiros terá acesso. O Brasil, segundo a ONG norte-americana Internet World Stats, mantém uns dos ritmos mais fortes em todo o mundo de crescimento de acesso. Entre junho de 2000 e junho de 2008, o número de novos conectados cresceu 900%.

 

Uma pesquisa recente do Datafolha contabilizou que 47% dos brasileiros já têm acesso à internet. Há outros dados surpreendentes: Somos o país no qual os usuários passam mais tempo conectados por mês. São mais de 22 horas mensais, ante 20 horas da França e 17,5 na Alemanha. Brasileiros alavancam febres  na internet, como o Orkut e a do Second Life. Estima-se que 27 milhões naveguem pelo Orkut, o mais popular site de relacionamento para cada centena.

 

O Brasil chegou a 50 milhões de computadores no ambiente doméstico e corporativo, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Na terça-feira 5, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) divulgou a previsão de venda de computadores em 2008: 13 milhões de unidades. Com os atuais 50 milhões de máquinas, o País tem uma média de 26 computadores para 100 habitantes, valor superior a média global, de 21 equipamentos para cada centena.

 

“Temos de fazer uma série de discussões para chegar aos tais 50% dos brasileiros usando a internet, mas chegou a hora de pararmos de pensá-la como fenômeno simplesmente numérico e olha-la como fenômeno qualitativo e comportamental”, pondera Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do IBOPE Inteligência.

 Sinal de que o País não está só comprando computadores, está também construindo a sua Era da Recomendação. Leia a matéria completa aqui.

 

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Roliúdi Nordestina

Começou o I FestCine Digital do Semi-àrido, em Cabaceiras e Campina Grande/PB. O evento será realizado, simultaneamente, no Arraial do Forró, em Cabaceiras, e no Teatro Rosil Cavalcanti, em Campina Grande. Vinte e sete vídeos digitais concorrem às premiações de R$ 2,5 mil para o primeiro colocado, um notebook para o 2º e serviços laboratoriais para o 3º.

 

Os vídeos são produções nordestinas onde o foco temático é a região do Semi-Árido, contemplando desde a problemática do meio ambiente, costumes, comportamento e religiosidade até as manifestações artísticas populares.

 

Segundo o jornalista e pesquisador de cinema Wills Leal, coordenador-geral do FestCine Digital, o evento é uma rara oportunidade de se operacionalizar, com a utilização de moderna tecnologia digital, uma visão artística sobre esta seca e abandonada região nordestina. “Este é um festival diferente que privilegia o intercâmbio cultural. Ele terá a peculiaridade de transitar com o que há de mais moderno na medida em que o público do evento é quem vai decidir sobre os melhores vídeos que serão consagrados”, ressalta. É a vez do empreendedorismo cultural digital!

 

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Quase um quarto da população mundial – cerca de 1,4 bilhão de pessoas – irá usar a internet de forma regular neste ano, e a estimativa é que esse número supere 1,9 bilhão, ou 30% da população do mundo, em 2012, de acordo com um estudo da IDC.

Segundo pesquisa recente da consultoria, embora as funções da web 1.0 – como busca, compras e envio de e-mails – devam continuar populares entre os usuários, as ferramentas da web 2.0, tais como vídeos, blogs e redes sociais, têm atraído cada vez mais internautas em todo o mundo. Hoje, existem cerca de 1,5 bilhão de aparelhos, incluindo PCs e telefones celulares, que acessam a rede, e a previsão é que, até 2012, este número dobre e alcance 3 bilhões.

 

O tráfego de dados em banda larga fixa tem crescido a taxas de dois dígitos nos últimos anos no Brasil. De 2002 até o ano passado, o aumento foi de 56 vezes. E a previsão da IDC é de que aumente ainda oito vezes até 2012, tanto pelo crescimento na base de assinantes quanto pela média de banda contratada.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, a China ultrapassou os Estados Unidos, no ano passado, e se tornou o país com o maior número de usuários da internet em todo o mundo. O país possui hoje 275 milhões de internautas e as projeções indicam que o número deve saltar para 375 milhões até 2012.

Daqui a quatro, haverá mais de 1 bilhão de compradores on-line na rede mundial, o que deve fazer com que o comércio entre empresas e consumidores (B2C) alcance o valor de US$ 1,2 trilhão. Já as transações entre empresas (B2B) deverá ser dez vezes maior, totalizando US$ 12,4 trilhões.

Mundialmente, os gastos com publicidade na web somarão US$ 65,2 bilhões no fim deste ano, o que corresponde a quase 10% de todas as despesas com anúncios, em todos os meios de comunicação. 

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