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Posts Tagged ‘gestão empresarial’

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Para conseguir cumprir as necessidades dos controles empresariais, o empreendedor deve visualizar e analisar os processos de relação da empresa com os seus clientes e fornecedores.

Portanto, os controles empresariais devem contemplar desde o atendimento (cadastro dos clientes), as análises internas (custos, formação dos preços de venda, fluxo de caixa e demonstrativos de resultados), o estoque (controles de entrada, saída e giro),s eguindo posteriormente, para a expedição e a entrega do produto e serviço, até o pós-venda.

Todas estas atividades precisam ser monitoradas por controles diários, se possível, informatizados e integrados, para oferecerem os recursos necessários à gestão empresarial e às suas decisões estratégicas.

São poucos os empresários que utilizam as informações coletadas na sua empresa para as tomadas estratégicas de decisões.

Infelizmente, quase sempre, são utilizadas as informações genéricas, obtidas na visualização simplificada do mercado, ou pela experiência adquirida, ou ainda, da visão dos concorrentes e de suas atividades, que também são muito importantes para a sobrevivência do negócio, mas não retratam a sua realidade.

Quando o conhecimento gerado na empresas é deixado de lado, e somente é considerada a visão empírica da organização, com certeza, o empresário colocará em risco o futuro do negócio.

O empreendedor necessita ter o controle sobre todos os aspectos inerentes ao negócio, mas existem alguns que são primordiais para a gestão da empresa, como seguem:

  • Cadastro de clientes, fornecedores e produtos
  • Controle do estoque e as informações inerentes a ele
  • Analisar o Demonstrativo de Resultados do Exercício, através da margem de contribuição, do lucro líquido da empresa e também do ponto de equilíbrio.
  • Analisar diariamente o Fluxo de Caixa, que proporciona as condições adequadas à orientação financeira da empresa, ao longo do tempo.

controles_de_gestão

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Por Jorge Luís da Rocha Pereira

Imagine um chefe de família que resolve fazer uma viagem para uma cidade distante, levando mulher, filhos e até o cachorrinho sem saber em momento algum se têm dinheiro suficiente para arcar com as despesas e para aumentar o suspense, sem poder saber ou ver o nível de combustível do veículo.

Com certeza a maioria esmagadora dos responsáveis pelo bem estar dos seus entes queridos não fariam a viajem, pois ficariam, em algum momento, pelo caminho.

Mas muitos empresários, sem qualquer informação do seu negócio, entram na estrada do mercado e têm a certeza que nada de errado irá acontecer.

Puxe o seu Notebook para mais perto.

Vamos procurar uma razão para esta insensatez epidêmica, se é possível existir alguma lógica para isto.

Uma constatação que pode ser percebida no mercado, é que historicamente um grande número de empresas brasileiras nasceu e se formalizou, sem qualquer recurso financeiro, ou na melhor hipótese, com um mínimo de dinheiro no bolso, disponível apenas para a primeira compra de produtos, e esta condição inicial, acabou por se tornar uma forma de administração empresarial, dia após dia, ou seja, vender os produtos ou serviços, receber o pagamento dos clientes, para imediatamente pagar os custos do mês anterior, e se possível descontar hoje, todos os cheques futuros, para completar a necessidade atual de caixa e com sorte sobrar alguma coisa para cobrir os gastos pessoais.

Apesar de toda a determinação dos empreendedores para manter o seu negócio respirando, 27% deixam de existir logo no primeiro ano de atividade, para no segundo ano outros 38% não agüentarem a luta e ainda 46% deixarem o campo de batalha do mercado no terceiro ano, segundo pesquisa do SEBRAE-SP, realizada em 2008.

Com certeza uma das principais razões deste desaparecimento precoce é a total falta de controle sobre as informações financeiras básicas das empresas, seguindo aquele frenesi, que aparentemente deu certo na abertura do negócio, ou seja, sem caixa suficiente para manter em dia os principais compromissos, mas vendendo e pagando os credores, do jeito que era possível.

Qualquer empreendimento, que pretende não apenas sobreviver, mas também crescer e progredir, precisa de um mínimo de informações empresariais, consideradas fundamentais para a gestão do negócio, como:

  • Qual o resultado da operação mensal: lucro ou prejuízo.
  • Qual o ponto de equilíbrio da empresa.
  • Qual o saldo de caixa, para amanhã, depois, daqui a três meses?
  • Qual a necessidade de capital de giro.

Você ficou surpreso com alguma destas informações?

Por acaso você desconhece totalmente a sua utilidade, ou nem sabe como calcular qualquer uma delas?

Neste caso a sua empresa corre o risco de parar a qualquer momento por pane seca empresarial, é isto mesmo, sem dinheiro para pagar a conta de água que venceu a mais de quinze dias, e engrossar as estatísticas de desaparecimento do mercado.

Jorge Luís da Rocha Pereira

Consultor – Sebrae/SP

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Por Boris Hermanson

Na hora de definir a estrutura de sua equipe de vendas, muitos empresários da indústria e do atacado ficam em dúvida se devem contratar os serviços de uma empresa de representação comercial ou se é melhor montar uma equipe formada por vendedores próprios. Vale lembra que no caso dessas atividades, a saber, indústria e comércio atacadista, essas equipes atuaram junto as empresa do setor varejista.

A primeira providência para se definir qual o melhor modelo para sua equipe de vendas é entender os prós e contras de cada uma dessas modalidades.

Representante Comercial

Vantagem

A grande vantagem na contratação de uma empresa de representação comercial é o custo reduzido desse tipo de contratação.

A contratação de uma empresa de representação comercial não gera custos na folha de pagamento e nos encargos sociais da empresa contratante, que neste caso recebe o nome de empresa representada, uma vez que não existente vínculo empregatício entre estas empresas. Sendo assim, o custo final dessa contratação se limitará ao pagamento das comissões incidentes sobre os negócios intermediados pela empresa de representação comercial.

Entretanto, para que não ocorra a formação do vínculo empregatício com a empresa de representação comercial, é necessário que ela esteja devidamente legalizada, possuindo inscrição regular junto no CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, da Secretária da Receita Federal do Brasil – e registro junto ao Conselho Regional de Representação Comercial do Estado onde estiver localizada.

Além disso, para se evitar a formação do vínculo empregatício, é necessário que o contrato entre a empresa de representação comercial com a empresa representada seja escrito, devendo ser elaborado em conformidade com as Leis n.º 4.886/65 e 8.420/92, que regulamentam esta atividade. Também é aconselhável que a empresa de representação comercial tenha vários clientes, ou seja, que ela representar empresas variadas que não sejam concorrentes entre si, reduzindo-se ainda o risco de vínculo empregatício com ela.

(mais…)

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Retorno sobre o Investimento

Retornar o investimento significa que mensalmente sua empresa devolve parte do investimento que você fez, inicialmente ou durante a vida da empresa. Essa parte que retorna, que paga para você o investimento feito, é o lucro acumulado no período.

Verdadeiramente, o negócio só é viável se for capaz de devolver para você o investimento realizado, o que você gastou para montar o negócio.

Daí surge a expressão taxa interna de retorno. Significa o percentual, como se fosse uma prestação mensal, que sua empresa lhe paga mensalmente, referente ao investimento feito. Como comparação mais imediata, o negócio é bom se gerar uma taxa de retorno superior ao que outro investimento proporcionaria para você.

Na elaboração de seu plano de negócios, aprenda e utilize a compreensão sobre retorno de investimento para avaliar a viabilidade do empreendimento.

Como exemplo simbólico, imagine uma empresa que necessitou de um investimento inicial de R$ 31.000,00 esteja proporcionando lucro mensal de R$ 3.088,24.   Significa que essa empresa está proporcionando um retorno de 10% ao mês. Como chegar a essa conclusão?

Faça a conta para entender melhor:

Retorno sobre o investimento = lucro x 100       =        3.088,24 x 100         = 10,0%

__________               __________

investimento                 31.000,00

Com uma taxa de retorno sobre o investimento de 10,0% ao mês, significa que os R$ 31.000,00 investidos serão totalmente recuperados em 10 meses.

prazo de retorno = investimento    =         31.000                       = 10 meses

_________                   _________

Lucro mensal                  3.088,24

Desconsiderando a comparação de riscos entre as possibilidades de investimento existentes no mercado, não é fácil encontrar um investimento com taxa de retorno superior ao nosso exemplo simbólico. O que nos leva a concluir que a empresa simbolicamente representada em nosso exemplo traduz um bom negócio.

Mas isso nos abre outra questão importantíssima a considerar na elaboração do seu plano de negócios, que é sua necessidade de renda.

A necessidade de renda do empresário é outro fator que causa muito insucesso nas empresas.

Procure no SEBRAE informações complementares sobre opções legais para apuração do lucro, impostos e contribuições incidentes.

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Ponto de equilíbrio

Ponto de equilíbrio representa a quantidade de venda que precisa ser realizada mensalmente para gerar receitas suficientes para pagar todo o custo variável gerado, todas as despesas comerciais e todos as despesas fixas que a empresa tiver no mês. Ou seja, a lógica é “empatar”. Não ter lucro acumulado no mês, mas também não ter prejuízo.

  • Significa que um volume de vendas inferior ao ponto de equilíbrio levará a empresa a ter prejuízo, pois, no final do mês, não terá dinheiro suficiente para pagar as contas das despesas fixas.
  • Significa que um volume de vendas superior ao ponto de equilíbrio permitirá acumular lucro. É esse lucro que realmente importa. O lucro acumulado em um período, não somente o “lucro” proporcional de uma venda.

Note que, mesmo que tenha sido calculado lucro em cada venda, pode ser que o pagamento das despesas fixas mensais consuma todo esse “lucro” e no final do mês o resultado da empresa seja nulo ou dê prejuízo. Muitas empresas entram nessa situação porque realizam venda com “lucro”, mas nunca sobra dinheiro no final do mês. Por quê? Porque as despesas fixas levam tudo. A quantidade vendida é inferior ao necessário.

Para acumular lucro é necessário vender acima do ponto de equilíbrio.

Exercite da seguinte maneira:

Volume de vendas =                                  Despesas Fixas

_____ ___________________________________

1 – (% custo variável + % desp. comerciais+ % lucro)

_________________________________________

100

Neste cálculo, se não considerar o percentual de lucro, o volume de vendas resultante será o ponto de equilíbrio. Isto é, o valor mínimo que se necessita vender para não ter prejuízo, mas também não ter lucro.

Mas, se for considerado um percentual de lucro, então o resultado será o volume de vendas que precisa ser alcançado para obter determinado montante de lucro.

Simbolicamente, apenas para exemplificar, imagine uma empresa com despesa fixa mensal de R$ 4.725,00, custo variável chegando a 64,5% do faturamento e despesas comerciais alcançando 10,2% do faturamento. Qual deve ser o faturamento mensal dessa empresa, suficiente para pagar R$ 4.725,00 de despesas fixas além das despesas comerciais e do custo variável que forem gerados?

Se aplicarmos a fórmula, o ponto de equilíbrio = 4.725 / 1- (64,5% + 10,2%), ponto de equilíbrio = 4.725 / 1 – 74,7%, ou, fazendo a transformação dos valores percentuais, 4.725 / 1- 0,747.

Então, 4.725 / 0,253 = 18.675,90.

O ponto de equilíbrio, isto é, o faturamento, deveria ser de R$ 18.675,90 mensais para pagar os R$ 4.725,00 de despesas fixas e o montante de despesas comerciais e do custo variável gerado para obter esse volume de faturamento.

Note que mesmo assim não há lucro nenhum.

Se fosse desejado um lucro de 10,0%, então o volume de vendas seria calculado assim:

Volume de venda = 4.725 / 1- (64,5% + 10,2% + 10,0%).

Volume de venda = 4.725 / 1 – 84,7%, ou, fazendo a transformação dos valores

percentuais, 4.725 / 1- 0,847.  Então, 4.725 / 0,153 = 30.882,40.

Para obter um lucro de 10,0% (R$ 3.088,24) deveria haver um volume de vendas, isto é, um faturamento de R$ 30.882,40, cerca de R$ 12.206,50 acima do ponto de equilíbrio.

De novo chamamos sua atenção:

Aprenda com precisão a calcular o ponto de equilíbrio de sua empresa, determinar o volume de vendas mínimo para não ter prejuízo. Estude bem esse assunto, faça cursos, procure o SEBRAE, onde encontrará orientação segura, detalhada e gratuita tantas vezes quantas necessitar.

A fórmula de cálculo é simples, mas o que importa para a sua empresa é que você tenha domínio sobre todos os aspectos envolvidos nessa questão de volume de faturamento, e não somente saber calcular um valor.

A primeira meta que desafiamos você a ter foi elaborar um plano de negócios que desse total visibilidade à prática do empreendimento que deseja montar, suficiente para você perceber e tomar as decisões que precisa.

A segunda meta que desafiamos você a ter foi estruturar o seu negócio para vender acima do ponto de equilíbrio.

Simplesmente alcançar essas metas será a diferença entre ter sucesso, se ultrapassar o ponto de equilíbrio, ou fracassar, se seu faturamento ficar abaixo do necessário.

Vender, vender, vender, esta é a lei. Para isso você precisará aprender como atrair clientes para seu negócio.

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Por Boris Hermanson

Pode até parecer que adquirir ou assumir uma empresa são sinônimos, mas neste artigo iremos demonstrar as diferenças entre estes dois procedimentos. Para entendermos bem quais as diferenças e suas consequências, vejamos o que está envolvido em “adquirir” ou “assumir” uma empresa.

Aquisição de uma empresa:

Na verdade, quando falamos em adquirir uma empresa estamos nos referindo à aquisição do estabelecimento empresarial. Neste caso está envolvida a operação de alienação (compra e venda) do estabelecimento empresarial. Estabelecimento empresarial é o conjunto de bens organizados para o exercício da atividade empresarial. Ele é composto pelos equipamentos, instalações, mercadorias, veículos, tecnologias, marcas, bem como pela carteira de clientes que compõem tal estabelecimento, conforme definição do artigo 1.142 do Código Civil (Lei nº 10.406/02).

No caso da aquisição do estabelecimento empresarial, deverá ser dada baixa ou realizada a transferência da antiga empresa para um novo endereço (CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal), sendo constituida uma nova empresa para utilização do estabelecimento empresarial alienado.

O empresario que adquirir o estabelecimento passa a responder pelo pagamento dos débitos anteriores à alienação, sendo que o proprietário anterior responderá solidariamente pelas dívidas geradas enquanto ele atuava na empresa pelo prazo de 1 ano, conforme artigo 1.146 do Código Civil. Além disso, a alienação deverá ser feita mediante contrato escrito que será averbado, ou seja, registrado na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas junto ao registro do antigo empresário ou da antiga sociedade, sendo também publicado na imprensa oficial (artigo 1.144 do Código Civil).

Ainda, no caso de alienação, o antigo proprietário ficará proibido, salvo autorização expressa do novo proprietário, de exercer concorrência ao empresário adquirente pelo prazo de 5 anos após a transferência do referido estabelecimento (artigo 1.147 do Código Civil).

E no caso de assumir uma empresa?

Neste artigo utilizamos a expressão “assumir uma empresa” para os casos em que é feito a transferência das quotas do capital social sem haver a alteração da empresa existente. Assim, no procedimento de assunção de uma empresa será realizada a alteração do contrato social com a retirada dos antigos sócios, que serão substituidos por novos sócios, havendo a continuidade das atividades da empresa, inclusive com a manutenção do CNPJ.

Neste caso os novos sócios responderão por todo o passívo da empresa, ou seja, por todas as suas dívidas, sendo que o sócio que se retirou da empresa responderá pelas dívidas geradas até sua saída pelo prazo de dois anos após a alteração do contrato social (artigo 1.032 do Código Civil).

Com estas informações em mente, aconselhamos que os interessados analisem cuidadosamente qual das duas opções é a mais vantajosa no seu caso. Aconselhamos ainda que o interessado analise nossa cartilha Saiba Mais – Como adquirir uma empresa em funcionamento

Boris Hermanson

Consultor Jurídico

SEBRAE/SP

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