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Por Larissa Xavier Natário Teixeira

 

O Brasil ocupa a 3ª posição no ranking mundial no consumo de cosméticos segundo a empresa Euromonitor International. A cada ano, o país se aproxima de Estados Unidos e Japão, que são os atuais líderes mundiais. Esse é um mercado crescente que tem se favorecido da cultura da beleza, do envelhecimento da população e do aumento do poder de compra da classe C em nosso país.

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, realizada pelo IBGE, as atividades de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, obtiveram a sexta maior participação na taxa global do varejo. Apresentaram crescimento de 11,6% nos últimos 12 meses. O setor de beleza está entre os dez principais segmentos do varejo, e isso não é apenas mérito das mulheres. Graças ao público masculino, que tem modificado seus hábitos e investido um pouco mais em produtos de beleza, o Brasil ocupa o 2º lugar neste nicho específico.

Linhas de cremes e loções, itens de cuidados pré e pós-barba, perfumes e desodorantes estão fazendo sucesso entre os homens. Mesmo com esse crescimento, já falamos como o mercado da beleza masculina ainda é pouco explorado. A valorização da boa aparência em toda a sociedade brasileira e o aumento da expectativa de vida inspiram maiores cuidados e investimentos para manutenção da jovialidade. O crescimento da demanda por cosméticos e produtos de higiene pessoal estimulou várias empresas a realizar pesquisas de tendências, ampliar seus portfólios, desenvolver campanhas promocionais para atender as novas necessidades do mercado.

Nesse sentido, maiores informações poderão ser encontradas numa publicação fruto da parceria entre o Sebrae, a ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos): Panorama do Setor 2010/11.

Antes mesmo dessa corrida pela aparência, a vaidade já era objeto de negócio de alguns empresários que acreditavam na valorização da pessoa.

Para ilustrar este universo, apresento o exemplo de uma pequena empresa que desde 1995 atua no setor de cosméticos:

“Democratizar a beleza”. Este é o pensamento dos idealizadores da Fator 5. A empresa atua com o moderno conceito de “produtos inspired”, reproduzindo marcas de sucesso mundial a preços acessíveis às classes C, D e E.

O desenvolvimento de perfumes inspirados em fragrâncias famosas e adaptados às características climáticas do Brasil foi a combinação perfeita para que a empresa encontrasse aceitação de seus produtos no mercado.

Atualmente a Fator 5 está presente em todo o território nacional através de uma equipe de 2500 distribuidores e 150 mil revendedores. Com mais de 70 fragrâncias e algumas marcas próprias, também oferece seus produtos pela internet.

Além disso, a empresa apresenta uma oportunidade de negócio para quem se torna revendedor da marca. Na Feira do Empreendedor de São Paulo, era grande a movimentação no espaço da Fator 5 e as novas estratégias de suporte por eles disponibilizadas despertavam o interesse nas pessoas que tinham disposição para empreender ou buscavam um meio de obter novas fontes de renda.

No Brasil existem várias opções de tornar-se revendedor de algum produto. Cabe ao candidato avaliar as diferentes propostas, analisar os riscos envolvidos, os investimentos iniciais inerentes ao negócio e tomar a decisão mais adequada ao seu perfil. O mercado de vendas porta-a-porta está aberto para todos e conquista cada vez mais adeptos.

E você? Que tal fazer parte da equipe de vendas diretas de alguma empresa?

Larissa Xavier Natário Teixeira

Tranee – Sebrae/NA

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Por Rosangela Angonese

Jim Collins é professor da Universidade de Stanford, consultor e autor de vários best-sellers na área de negócios, tais como “As Gigantes Caem” e  “Feitas para Durar”. Na reportagem das páginas amarelas da Veja, ele ressalta o espírito empreendedor dos norte-americanos.

Segundo ele, essa qualidade deve-se ao fato de que o país foi formado por imigrantes que buscavam construir uma vida nova, não somente começar uma empresa ou usufruir dos recursos que o território oferecia.

  Pois é, mas até aí nada  diferente do Brasil. Nós também somos um país formado por imigrantes e não temos esse mesmo espírito empreendedor arraigado como os norte-americanos.

Vamos aos fatos.

Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, “ninguém poderá impedir você de acordar amanhã de manhã e resolver pegar metade de uma peça de sua casa e começar uma empresa”, nas palavras de Jim Collins. Além disso, lá se celebram os fracassos honestos. Fracassar com um produto ou com uma empresa não significa ser uma pessoa fracassada. Será que no Brasil também é assim?

Na primeira situação, a solução é simples: criar facilidades e não dificuldades para abrir uma empresa, ou seja, acabar com qualquer obstáculo que impeça os empreendedores de iniciarem suas empresas rapidamente, mas muito rapidamente.

Não é à toa que os Estados Unidos são o lugar onde surgem as empresas mais inovadoras e de maior crescimento mundial e que estão revolucionando o nosso dia a dia: Microsoft, Apple, Google, Facebook, entre outras.

O segundo ponto trata-se de uma questão cultural. Não existem fórmulas mágicas para se mudar isso. Mas, por outro lado, de acordo com afirmativa do próprio Collins, “empreendedorismo não é uma questão de personalidade…,empreendedorismo se ensina”. Essa também é minha crença, até porque se fosse ao contrário eu não ensinaria empreendedorismo nas universidades e o Sebrae não atuaria tão fortemente na criação de processos sistematizados que orientam ajudam as pessoas a criarem seus próprios negócios.

Algumas ideias em destaque:

  • Não confunda sua empresa com o seu produto.  Grande parte dos novos produtos lançados fracassa, mas isso não determina os destinos da sua empresa, faz parte do processo de aprendizado e da dinâmica dos negócios.
  • Aprenda com os empreendedores bem-sucedidos. A principal motivação desses empreendedores não é ganhar dinheiro, mas criar e construir algo significativo, que tenha impacto e valor fora do comum.
  • A criatividade sozinha pode não resultar em nada produtivo e valioso se não for aliada à habilidade de organizar e de colocar em prática, de forma produtiva, as novas ideias.

Quer ser empreendedor? Quer ter sucesso? Prepare-se! Encare os fracassos como aprendizado e siga em frente!

Rosangela Angonese

Consultora – Sebrae/PR

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Por Luciana Pecegueiro Furtado

Fizemos algumas reflexões sobre o impacto das novas tecnologias e mídias sociais na relação de consumo com base no livro Futuretainment e nas palestras realizadas no evento Intercon 2010, principalmente:

  • “Estratégias de escalabilidade para serviços online”, ministrada pela Fernanda Weiden, da Google.
  • “A nova dimensão de experiência marca/consumidor. Mobile e Local já são passado”, ministrada por Fabiano Coura, da R/GA São Paulo.
  • “Tecnologia, Arte e Design. Interação homem/máquina ao vivo”, ministrada pela Karina Israel e Daniel Prado da YDreams.
  • O fim da Web”, ministrada por Luli Radfahrer é Ph.D. em comunicação digital e Manoel Lemos, Diretor Digital da Abril.

A relação entre consumidor e a marca mudou muito com o advento de novas tecnologias e meios para as relações sociais. A percepção de uma marca transbordou do real para o virtual e cada vez mais essa experiência afeta o nosso relacionamento com a marca.

Já se foi o tempo em que a visibilidade de uma empresa se reduzia ao horário comercial de funcionamento da loja física. E esse conceito não foi extrapolado apenas com o e-commerce. Há um mundo de possibilidades com o mercado digital . O uso da internet extinguiu os horários comerciais da empresa. Não há mais hora de encerramento: a internet disponibiliza o acesso a sua empresa 24 horas por dia por sete dias na semana.

Agora o posicionamento das empresas diante das novas tecnologias que as conectam aos seus consumidores deve partir de um trabalho pró-ativo e não apenas reativo. A multiplicidade de formas de relacionamento pode trazer benefícios para as empresas. Um exemplo é a geolocalização, que já é uma realidade. Por meio de alguns celulares com GPS e aplicativos já é possível localizar o posto BR, o banco Itaú, aquela loja mais próxima.

O e-mail também já está se tornando um meio de comunicação do passado. Em uma pesquisa sobre o que os chineses fazem on-line, entre os 7 principais motivos o e-mail tem a menor incidência, precedendo uma tendência  mundial.

Estar antenado com os novos canais digitais é importante para estabelecer conexão com os consumidores nos meios que crescentemente utilizam, sobretudo, com os novos consumidores que emergem aí. Isso visa, além de valorizar a marca, manter um contato permanente de relacionamento efeedback da percepção da empresa pelo olhar dos consumidores. As características das redes hoje promovem essa troca de percepções diretas entre esses consumidores.

Assim, atualmente a tecnologia e a inovação devem trabalhar com o markerting, as vendas e os produtos de uma empresa. Quer exemplos?

Quantas vezes você esperou pelo pãozinho sair quentinho do forno assim que chegou à padaria? O Empório Farinha Pura inovou no Brasil anunciando pelo Twitter quando a fornada sai… mas isso acontece desde 2009!!! Isso surgiu em uma padaria inglesa que contratou a empresa de mídia digital Poke London, que desenvolveu o BakerTweet, um dispositivo gadget que pode ser colado na parede e dispensa o uso do computador. Assim que a fornada fica pronta, basta apertar o botão e enviar uma mensagem pré-elaborada para os clientes. O padeiro apenas deve selecionar o tipo de quitute que saiu do forno e apertar o botão.

O Empório também forneceu senhas diárias que concediam 5% de desconto nas compras, transformando o Twitter em ferramenta de comunicação da empresa. A primeira pesquisa sobre os usuários brasileiros do Twitter, aplicada pela agência Bullet em abril de 2009, aponta que 79% seguem ou já seguiram perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias no microblog.

De toda forma, o que fato é que a rede em si não é a referência na relação de consumo, as referências são as pessoas que, por meios tecnológicos, estão se encontrando e trocando suas experiências com as marcas. É o velho boca-a-boca, mas com alcance instantâneo mundial! E a sua empresa não deve dispensar a melhor propaganda que existe!

E prepare-se porque não pára por aí… os produtos digitais não estão apenas se desenvolvendo para melhorar as experiências reais. As informações virtuais estão sendo aplicadas no mundo real.

No correio americano um aplicativo pode medir a sua caixa por meio da câmera do seu computador. Com um aplicativo em seu celular você pode ler, por meio da câmera, o código de barras de um produto que gosta e ganhar com promoções. Uma delas concede um pacote de 6 cervejas ao escanear uma.

Lego já utiliza um escaneamento em suas lojas em que, ao passar o código de barras da caixa, você visualiza o que está comprando dentro da caixa em 3D.

Outro aplicativo de celular que merece atenção é o Foursquare . Com ele, é possível fazer o checkin no local onde você está por meio do seu celular com GPS, entrando em contato com outras pessoas que são consumidores. É possível localizar lugares, ver dicas e recomendações, acessar ofertas… as mais próximas possíveis de você!

Cada vez a tecnologia está mais humana. O iPhone permite pais observarem seus pequeninos mexendo em seus telefones com uma impressionante naturalidade… está ficando mais intuitivo usá-los!

A conexão é a palavra de ordem e está na hora de pensar em como conectar sua loja, seu produto, seu serviço, com as pessoas, com os (potenciais) consumidores… há tecnologias gratuitas para isso. Migramos para uma forma mais democrática e interativa e os meios para isso estão acessíveis às micro e pequenas empresas gratuitamente!!!

CLASSE C

E você acha que nos esqueceríamos do consumidor brasileiro do momento? Não!

Caso você não tenha se convencido – mesmo com os exemplos e vídeos que mostram que essa é uma realidade agora – de que é possível explorar esses meios se justificando que o seu público-alvo não acessa essa tecnologia, pense novamente! Os aplicativos que mostramos são gratuitos, requerendo apenas o celular e o acesso à internet. Caso você pense que a classe C não tem acesso a isso é só ver a multiplicação de celulares pelo país e o desejo anunciado das empresas de telefonia celular em levar os smartphones e o acesso a internet para a classe C. O presidente da TIM , por exemplo, já havia anunciado o investimento da empresa em 3G para a classe C para o 2º semestre deste ano.

Na semana que vem vamos falar um pouco mais do assunto do mercado digital

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Por Ronaldo Hofmeister

Há muito tempo leio sobre a ascensão da classe C que forma uma nova classe média brasileira, mas pouco se fala sobre a classe média que permaneceu neste mesmo patamar. Como está agindo esta velha classe média que não ascendeu a classe alta?

A antiga classe média vê o seu ambiente dividido com pessoas que estão chegando com um novo patamar de consumo e que para eles tudo é  novidade.  Estes novos consumidores da classe média estão privilegiando as marcas e produtos de tecnologia. Os antigos consumidores desta classe já possuem estes produtos e para se diferenciarem no consumo desta nova classe em ascensão começam a buscar produtos e serviços diferenciados.

Estes antigos consumidores da classe média buscam experiências de consumo inovadoras que os diferenciem dos demais consumidores como viagens a locais onde nenhum de seus contatos ainda visitou, produtos que quase ninguém ainda possui.  Estes consumidores da classe média que não atingiram o patamar de classe alta querem mais sofisticação e bem estar e procuram mais qualidade de vida.

Os velhos consumidores da classe média não querem mais produtos de massa e procuram produtos personalizados ou customizados e se tornam consumidores ávidos por novidades para se tornarem formadores de opinião sobre tudo que se estão consumindo.

Podemos fazer uma analogia com o mercado de bares e restaurantes. Quando um novo bar abre na cidade ele passa ser frequentado por um grupo de pessoas que passa a recomenda-lo. No começo o bar tem um bom atendimento, é fácil para estacionar e conversar pois ainda não tem muita gente. Com o tempo o bar vai enchendo e as pessoas tem que ficar esperando em filas e já não conseguem o mesmo atendimento diferenciado que tinham antes. Com isso os primeiros frequentadores do bar que formavam a opinião começam a procurar outro local. Com o tempo os frequentadores começam a questionar onde está aquele “pessoal legal” que frequentava o bar e também passam a procurar outros locais.

Como a antiga classe média não tem um poder aquisitivo maior que a nova classe média elas se diferenciam pela formação de opinião. Com o tempo a tendência desta nova geração de consumidores é se aculturar e também ditar moda.

Você está atendendo a velha e a nova classe média da mesma forma?

Ronaldo Hofmeister

Consultor – Sebrae/PR

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Por Patrícia Mayana Maynard Viana

Se falarmos de negócios verdes, deve lhe vir à mente produtos orgânicos, energia limpa, recicláveis, dentre outros. Pois bem, a idéia está ampliando seus rumos e fazendo surgir negócios, e quando me refiro a negócios considero um mercado de US$ 500 bilhões anuais nos EUA.

Em Nova York, a meca de negócios inusitados, surgiram vários negócios que usam o selo verde em segmentos tradicionais como academias de ginástica a fazendas no alto de prédios que produzem legumes e verduras orgânicos. Este e outros foram mostrados no Programa Mundo S/A de 25/10:

  • Fazendas urbanas: fazendas orgânicas com fins comerciais que funcionam no alto de prédios. A primeira, instalada no Queens, vende para mais de 10 restaurantes e consumidores finais por meio de feiras semanais. A previsão é colher no ano de 5.500 a 7.000 quilos de vegetais;
  • Materiais de construção e eletrodomésticos sem fins lucrativos: a Build it Green NYC cresce 25% ao ano vendendo materiais de construção usados por preços que chegam a 50% do varejo tradicional. Com isso, evitam que 600 T de materiais de demolição vão para os aterros sanitários
  • Loja ecológica: a Sustainable NY possui consumidores que estão mais preocupados com o meio ambiente do que com o bolso e podem gastar comprando acessórios, roupas, calçados, cosméticos e materiais de limpeza. Esses produtos devem ser produzidos localmente e obedecer aos preceitos do comércio justo, fair trade, usar materiais recicláveis, biodegradáveis ou energia alternativa. O negócio deu tão certo que em breve estará se expandindo por meio do franchising.
  • Academia Verde: A Green Fitness Studio é a primeira academia com selo verde de Nova York. Para conseguir essa certificação realiza algumas ações como uso de copos descartáveis e recicláveis, uso de borracha de pneus recicláveis nas salas de aula, sistema de conservação de água nos banheiros, vidros espelhos que ajudam a reduzir o gasto com energia.

E por falar em franquia, no Brasil, a rede de franquias Mundo Verde trabalha há 23 anos com a venda de produtos naturais, orgânicos e que promovam bem-estar e qualidade de vida. São 175 lojas no Brasil presentes em 20 Estados e Distrito Federal. A empresa que tem como missão “Oferecer Qualidade de Vida, Consumo Responsável e Sustentabilidade”, amplia o conceito de responsabilidade para além da escolha de seus fornecedores e mix de produtos oferecidos, adota programas ambientais e oferece serviços no site como dicas de nutricionistas, receitas e testes.

Que outros negócios verdes você conhece no Brasil?

Patrícia Mayana Maynart Viana

da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae/NA

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