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Posts Tagged ‘planejamento financeiro’

Antes de renegociar suas dívidas, a empresa precisa descobrir a origem dos problemas financeiros.

Se está tendo prejuízo operacional, precisa identificar as suas causas, que podem ser custos elevados, aumento de despesas, queda no volume das vendas, etc. para tomar as ações necessárias à eliminação das mesmas, ou seja, comprar ou produzir melhor, cortar despesas desnecessárias, promover um aumento nas vendas, etc.

A única forma de ter condições de pagamento das dívidas é com a geração de lucro líquido em suas atividades operacionais.

O gestor financeiro deverá relacionar todas as dívidas com as suas principais características.

Exemplo:

Vencimento

Credor

Origem

Valor

% Juros

Obs.

31.01.04

Governo

Impostos

5.000,00

1%

20.02.04

Fornecedor A

Compra

10.000,00

2%

Protestado

28.02.04

Banco X

Empréstimo

50.000,00

5%

Garantido

Total

O gestor financeiro deverá desenvolver o processo de renegociação das dívidas, adotando os seguintes princípios:

Relevância: começar com os credores/fornecedores com o maior volume de dívidas e que sejam importantes no desenvolvimento dos negócios da empresa.

– Comunicação: informar os credores/fornecedores da situação da empresa e do interesse em buscar uma solução.

– Parceria: tratar os credores/fornecedores como parceiros na solução de problemas de interesse comum.

– Transparência: assumir novos compromissos com os credores/fornecedores dentro da capacidade de pagamento da empresa, que se dará com a geração de lucro líquido.

– Credibilidade: criar junto aos credores/fornecedores um conceito de credibilidade, cumprindo os compromissos assumidos no processo de renegociação.

– Antecipação: informar antecipadamente os credores/fornecedores de qualquer problema que possa impedir o cumprimento do compromisso assumido anteriormente, buscando um novo encaminhamento.

O gestor financeiro deverá registrar no Fluxo de Caixa as dívidas recém-renegociadas, para seu controle e pagamento no respectivo vencimento.

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Por Boris Hermanson

De acordo com pesquisa divulgada no dia 13/09 pela Serasa Experian, a inadimplência dos consumidores subiu 11,5% em agosto em relação ao mesmo período do ano passado. A pesquisa demonstrou que as dívidas com cartão de crédito foram as principais responsáveis por este aumento, tendo subido 5,9% entre julho e agosto/10.

Segundo os analistas dessa instituição, as despesas realizadas durante a copa do mundo explicam este aumento na inadimplência, visto que muitos consumidores realizaram compras impulsivas de itens de alto valor, como as TVs de tela plana.

E como fica o cenário para os próximos meses?

Tudo indica que o aquecimento da economia e a continuidade da geração de empregos no 3º trimestre, juntamente com a elevação da massa salarial deverão reduzir a inadimplência nos próximos meses, ainda de acordo com as analises dos economistas da Serasa Experian.

Porém isto não significa que os empresários devam se descuidar do assunto. Mas o que se deve fazer para evitar prejuízos com eventuais aumentos na inadimplência?

Medidas para diminuir a inadimplência em sua empresa:

Algumas medidas simples poderão fazer grande diferença em relação à inadimplência em sua empresa. A primeira dica é substituir as operações de crediário próprio realizados mediante a aceitação de cheques pré-datados ou com a emissão de carnês de pagamento, por operações com cartão de crédito ou débito.

Apesar das operações com cartões apresentarem um custo extra para os empresários, tal como o pagamento de taxas que podem chegar até 5% sobre o valor das operações realizadas com cartão de crédito e 2% no caso dos cartões de débito, além do pagamento do aluguel do equipamento, devemos salientar que hoje em dia já é possível utilizar um único equipamento para realizar operações com todos os cartões de crédito/débito.

Liberdade = maior concorrência = preços menores:

Esta maior liberdade de escolha para os empresários tem refletido numa maior competição entre as administradoras de cartões, o que têm resultado em melhores ofertas para os usurários do sistema, o que trocando em miúdo significa taxas de operações e alugueis de equipamentos mais baratos, bastando saber negociar.

Além disso, não devemos nos esquecer que os pagamentos realizados através de cartões de crédito e/ou débito são considerados operações com recebimento garantido, ou seja, mesmo se o consumidor não pagar a fatura junto à administradora do cartão, o empresário receberá o pagamento pela operação realizada.

No próximo artigo iremos esclarecer alguns cuidados que as empresas que decidirem manter o crediário próprio podem tomar para diminuir os riscos com a inadimplência.

Boris Hermanson

Consultor – SEBRAE/SP

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Por Rosendo de Sousa

Quando uma empresa inicia as suas atividades ela recebe dois tipos de investimentos, um considerado como investimento fixo que servirá para a aquisição das máquinas, móveis, prédio, ferramentas, enfim, para investir em itens do ativo imobilizado.

Outra parte dos investimentos vai compor uma reserva de recursos financeiros para serem utilizados conforme as necessidades financeiras da empresa ao longo do tempo. É o chamado capital de giro. Esses recursos ficam alocados nos estoques, nas contas a receber, no caixa ou na conta corrente bancária.

O estoque de uma empresa é formado e mantido em função das necessidades do mercado consumidor, portanto, este está sempre sofrendo mudanças de investimentos, seja em tipos de itens ou em quantidades. Quanto maior a necessidade de investimento nos estoques, mais recursos financeiros a empresa deverá ter.

As contas a receber são resultados das vendas realizadas a prazo, ou seja, o seu cliente leva o seu produto e lhe devolve o recurso financeiro depois. Portanto, quanto mais prazo você oferece ao cliente ou quanto maior for a parcela de vendas a prazo no seu faturamento, mais recursos financeiros a empresa deverá ter.

É nas contas correntes bancárias e no caixa que fica concentrada a parcela dos recursos financeiros da empresa disponíveis, ou seja, que a empresa pode utilizar a qualquer tempo para honrar os seus compromissos diversos. Dependendo do saldo inicial, das entradas e das saídas, pode ocorrer uma falta ou uma sobra desses recursos em um momento específico, dia ou semana.

Neste sentido as decisões de compras e vendas não podem ser tomadas sem nenhum critério. É necessário que sempre que uma decisão de compra ou de venda for ser tomada, que seja feita uma análise e uma avaliação se a empresa dispões de recursos financeiros para isso. Se for tomada uma decisão de compra em excesso, a empresa deverá ter uma quantidade maior de recursos financeiros. Se for tomada uma decisão de dar mais prazo para os clientes nas vendas a prazo, também a empresa precisará de mais recursos financeiros. Se esse recurso não existe a empresa acabará tendo de utilizar recursos emprestados, de bancos, fornecedores ou outras fontes, o que irá gerar uma necessidade de pagamentos de juros, diminuindo a margem de lucro do negócio.

Portanto, administrar o capital de giro da empresa significa avaliar o momento atual, as faltas e sobras de recursos financeiros, e os reflexos gerados por decisões tomadas na empresa em relação a compras, vendas e administração do caixa.

Rosendo de Sousa Júnior 
Consultor Financeiro – Sebrae-SP

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